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Mulher vai à delegacia denunciar agressões sofridas na madrugada em Três Lagoas

Vítima procurou autoridades após ser agredida pelo companheiro. Caso reforça estatísticas de violência doméstica no interior de MS.

Redação Bastidor Público7 de abril de 20265 min de leituraTrês Lagoas982 palavras
Delegacia de Atendimento à Mulher — Foto: Ilustração editorial
Delegacia de Atendimento à Mulher — Foto: Ilustração editorial

Mulher denuncia agressões do companheiro em Três Lagoas

Uma mulher procurou a delegacia de Três Lagoas na manhã desta terça-feira (7) para denunciar agressões sofridas durante a madrugada. Segundo informações iniciais, a vítima foi agredida pelo companheiro na residência do casal.

O caso ocorreu a 327 quilômetros de Campo Grande. A mulher apresentava lesões visíveis e foi encaminhada para exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).

Procedimentos adotados

A Polícia Civil registrou boletim de ocorrência por lesão corporal no âmbito da Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). Os procedimentos incluem:

  1. Registro do BO: Documentação formal da denúncia
  2. Exame de corpo de delito: Comprovação das lesões
  3. Medidas protetivas: Solicitação ao Judiciário de afastamento do agressor
  4. Inquérito: Investigação para apurar circunstâncias e responsabilidades

O nome da vítima e do agressor não foram divulgados para preservar a identidade da mulher.

Violência doméstica em números

Mato Grosso do Sul registrou, em 2025:

Indicador Quantidade Variação vs 2024
Boletins de ocorrência 18.420 +7%
Medidas protetivas 12.890 +12%
Prisões em flagrante 2.340 +15%
Feminicídios 28 -8%

Três Lagoas é o terceiro município com mais registros de violência doméstica no estado, atrás de Campo Grande e Dourados.

Rede de proteção

A vítima de violência doméstica em Três Lagoas conta com:

  • Delegacia da Mulher: Atendimento especializado 24h
  • CRAM: Centro de Referência de Atendimento à Mulher
  • Casa Abrigo: Acolhimento temporário para vítimas em risco
  • Defensoria Pública: Assistência jurídica gratuita
  • CREAS: Centro de Referência Especializado de Assistência Social

O Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) funciona 24 horas e recebe denúncias de todo o país.

Perfil da violência doméstica em MS

Dados da Secretaria de Segurança Pública traçam o perfil dos casos no estado:

Característica Percentual
Agressor é companheiro/marido 68%
Agressor é ex-companheiro 22%
Outros familiares 10%
Vítima tem filhos com agressor 72%
Violência ocorre em casa 85%
Álcool envolvido 45%
Reincidência do agressor 38%

O dado sobre reincidência é preocupante: mais de um terço dos agressores já havia sido denunciado antes. O sistema de proteção falha em impedir a repetição.

Medidas protetivas: eficácia e limites

As medidas protetivas de urgência são o principal instrumento de proteção imediata. Em MS, o Judiciário tem concedido as medidas em tempo médio de 48 horas.

Tipos de medidas mais comuns:

Medida Frequência Eficácia percebida
Afastamento do lar 45% Alta
Proibição de aproximação 38% Média
Proibição de contato 35% Média
Suspensão de visitas aos filhos 12% Alta
Prestação de alimentos 8% Variável

A eficácia depende de fiscalização. Medida protetiva sem monitoramento é papel. O Tribunal de Justiça de MS implementou, em 2025, sistema de monitoramento eletrônico de agressores em casos de alto risco.

Subnotificação: o problema invisível

Especialistas estimam que apenas 30% dos casos de violência doméstica chegam às delegacias. Os motivos para não denunciar incluem:

  • Medo de represália: 42% das mulheres temem que a denúncia piore a situação
  • Dependência financeira: 28% não têm como se sustentar sem o agressor
  • Filhos: 18% temem perder a guarda ou prejudicar os filhos
  • Vergonha: 15% sentem constrangimento em expor a situação
  • Descrença no sistema: 12% acham que denunciar não resolve

A subnotificação significa que os números oficiais representam apenas a ponta do iceberg. Para cada mulher que denuncia, outras duas ou três sofrem em silêncio.

Políticas públicas em Três Lagoas

O município tem investido em políticas de enfrentamento à violência doméstica:

  • Patrulha Maria da Penha: Rondas preventivas em residências de mulheres com medida protetiva
  • Botão do Pânico: Dispositivo que aciona a polícia em caso de emergência
  • Capacitação de profissionais: Treinamento de agentes de saúde e educação para identificar sinais de violência
  • Campanhas educativas: Ações em escolas e comunidades sobre relacionamentos saudáveis

Impacto no Bolso do Cidadão

  • Custo da violência: Cada caso de violência doméstica custa em média R$ 12 mil ao Estado (saúde, segurança, assistência social, Judiciário)
  • Produtividade: Mulheres agredidas perdem em média 18 dias de trabalho por ano
  • Saúde: Vítimas têm 3x mais chances de desenvolver depressão e ansiedade
  • Ciclo intergeracional: Filhos expostos à violência têm maior probabilidade de reproduzir o comportamento

Análise do Bastidor Público

O caso de Três Lagoas é estatística. Uma entre as 50 mulheres que, em média, procuram delegacias de MS todos os dias para denunciar agressões.

A subnotificação é o maior desafio. Estima-se que apenas 30% das vítimas registrem ocorrência. Medo, dependência financeira, vergonha e descrença no sistema de justiça mantêm a maioria em silêncio.

O aumento de 12% nas medidas protetivas em 2025 pode indicar duas coisas: mais violência ou mais denúncias. Especialistas apostam na segunda hipótese — campanhas de conscientização e ampliação da rede de proteção encorajam mulheres a buscar ajuda.

A redução de 8% nos feminicídios é dado positivo, mas insuficiente. Cada morte é evitável. A maioria das vítimas de feminicídio havia denunciado o agressor antes. O sistema falhou em protegê-las.

Próximos Passos

  • Audiência de custódia: Se o agressor for preso, será ouvido em até 24h
  • Medidas protetivas: Decisão judicial em até 48h
  • Inquérito: Prazo de 30 dias para conclusão

Perguntas Frequentes

O que fazer se eu for vítima de violência doméstica?

Procure a delegacia mais próxima ou ligue 180. Se estiver em risco imediato, ligue 190 (Polícia Militar). Guarde provas (fotos, mensagens, testemunhos).

Medida protetiva funciona?

Sim, na maioria dos casos. O descumprimento é crime e pode levar à prisão do agressor. Porém, a medida não é garantia absoluta — casos de feminicídio com medida protetiva vigente existem.

Posso retirar a queixa depois?

Depende. Em casos de lesão corporal leve, a vítima pode se retratar até o recebimento da denúncia pelo juiz. Em casos graves, a ação é pública incondicionada — o processo segue independentemente da vontade da vítima.


Fontes: Polícia Civil de MS — Delegacia de Três Lagoas, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública

Canais de denúncia

Mulheres em situação de violência podem buscar ajuda através de diversos canais:

Canal Contato Funcionamento
Ligue 180 180 24 horas, gratuito
Polícia Militar 190 24 horas
Delegacia da Mulher (67) 3509-1900 24 horas
CRAM Três Lagoas (67) 3521-4500 Horário comercial
Defensoria Pública 129 Horário comercial

As denúncias podem ser anônimas. Vizinhos, familiares e amigos que presenciem ou suspeitem de violência também podem e devem denunciar.

A Lei Maria da Penha completou 20 anos em 2026. Apesar dos avanços, os números mostram que ainda há muito a fazer para proteger as mulheres brasileiras da violência doméstica.

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Publicado em 7 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: Polícia Civil de MS — Delegacia de Três Lagoas
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Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

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