Pular para o conteúdo principal
Política, gestão pública e bastidores de MS
InstagramX/TwitterContato
BP
Bastidor PúblicoMS
PolíticaBastidoresPoder PúblicoTransparênciaAnáliseReportagem EspecialCampo Grande
BP
Bastidor Público
MS

Cobertura política investigativa e institucional de Mato Grosso do Sul. Bastidores do poder, gestão pública, transparência e análise política com resp...

FIXYT

Editorias

  • 🏛️ Política
  • 🔍 Bastidores
  • ⚖️ Poder Público
  • 📊 Transparência
  • 📐 Análise
  • 📰 Reportagem Especial
  • 🏙️ Campo Grande
  • 🌾 Interior MS
  • 🗳️ Eleições
  • 💬 Opinião

Institucional

  • Sobre o Bastidor Público
  • Contato
  • Anuncie
  • Todas as Tags
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade

Newsletter

Receba as principais notícias políticas de MS direto no seu e-mail.

© 2026 Bastidor Público MS. Todos os direitos reservados.

Campo Grande, MS · Brasil

  1. Início
  2. Eleições
  3. Segundo voto para o Senado em MS segue indefinido e abre espaço para viradas
🗳️ Eleições

Segundo voto para o Senado em MS segue indefinido e abre espaço para viradas

Pesquisa Ibrape mostra empate técnico entre Nelsinho, Azambuja e Contar. Um terço do eleitorado está indeciso ou vota nulo.

Redação Bastidor Público9 de abril de 20269 min de leituraCampo Grande1610 palavras
Segundo voto para o Senado em MS segue indefinido e abre espaço para viradas

O Que Aconteceu

A disputa pelas duas vagas ao Senado por Mato Grosso do Sul ganhou contornos mais indefinidos com a divulgação dos números do segundo voto na pesquisa do Instituto Novo Ibrape. O levantamento, realizado entre 24 e 29 de março de 2026, com 1.000 entrevistas presenciais, mostra empate técnico entre os três primeiros colocados e um terço do eleitorado sem definição.

Nelsinho Trad (PSD) lidera com 15,8%, seguido por Reinaldo Azambuja (PL) com 14,8% e Capitão Contar (PL) com 13,6%. A diferença entre o primeiro e o terceiro colocado é de apenas 2,2 pontos percentuais — dentro da margem de erro de 3 pontos. Na prática, qualquer um dos três pode estar na frente.

O dado que mais chama atenção, porém, está fora da disputa direta: 17% não souberam responder e 16,3% declararam voto branco, nulo ou em nenhum candidato. Juntos, esses grupos somam 33,3% do eleitorado — fatia maior do que a de qualquer candidato individualmente. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob os números MS-01668/2026 e BR-06904/2026.

Contexto e Histórico

Mato Grosso do Sul elege dois senadores em outubro de 2026, renovando as vagas ocupadas atualmente por Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP). A senadora Tereza Cristina já sinalizou que não disputará a reeleição, abrindo espaço para uma das vagas. Nelsinho Trad busca a recondução ao cargo que ocupa desde 2018.

A dinâmica do Senado permite dois votos por eleitor, o que cria duas disputas simultâneas dentro da mesma eleição. O primeiro voto tende a refletir preferência mais consolidada — o candidato que o eleitor já decidiu apoiar. O segundo voto revela comportamento mais volátil: parte do eleitorado ainda avalia combinações de candidatos, mantém opções em aberto ou simplesmente não pensou na segunda escolha.

Historicamente, o segundo voto em eleições para o Senado em MS apresenta taxa de indefinição superior à do primeiro. Em 2018, pesquisas realizadas seis meses antes da eleição mostravam mais de 40% de indecisos no segundo voto, percentual que caiu para cerca de 15% às vésperas do pleito. O padrão sugere que a campanha eleitoral — que começa oficialmente após as convenções de julho — terá papel determinante na definição das duas vagas.

A presença de dois candidatos do PL na disputa — Azambuja e Contar — adiciona complexidade ao cenário. O partido, que é o maior da Assembleia Legislativa de MS (ALMS) com bancada de 11 deputados estaduais, terá que administrar a concorrência interna sem fragmentar o eleitorado bolsonarista. Marcos Pollon (PL), com 5,7%, aparece como terceira opção dentro do próprio partido, o que pode gerar tensão nas convenções.

O PSD de Nelsinho Trad aposta na máquina partidária e no capital político acumulado em oito anos de mandato. Trad tem trânsito tanto no governo estadual de Eduardo Riedel (PP) quanto em Brasília, onde integra a base do governo Lula em votações pontuais. A estratégia é consolidar o primeiro voto e disputar o segundo com base na rejeição aos adversários.

Soraya Thronicke (PSB), com 8,5%, está distante do trio de líderes, mas não fora do jogo. A ex-senadora — que ocupou a vaga entre 2019 e 2026 — migrou do Podemos para o PSB em março de 2026 e assumiu a presidência estadual do partido. A mudança de legenda foi lida nos bastidores como movimento para se posicionar como alternativa ao campo bolsonarista, disputando o eleitorado de centro e centro-esquerda.

Vander Loubet (PT), com 5,4%, enfrenta o teto histórico do partido em MS para o Senado. O PT nunca elegeu senador pelo estado, e a base petista — concentrada em Campo Grande e Dourados — tem dificuldade de penetração no interior, onde o agronegócio e o conservadorismo político dominam o eleitorado.

Gianni Nogueira, com 2,9%, aparece na lanterna entre os nomes testados. Sem estrutura partidária robusta e com baixo reconhecimento fora de Campo Grande, sua candidatura tende a funcionar como voto de protesto ou opção residual.

Impacto Para a População

A indefinição no segundo voto tem consequências diretas para o eleitor que quer fazer escolha estratégica. Com duas vagas em disputa e três candidatos empatados tecnicamente na liderança, o voto de cada cidadão ganha peso maior do que em eleições com cenário mais definido.

Candidato Partido Segundo voto (%) Situação
Nelsinho Trad PSD 15,8% Empate técnico (líder numérico)
Reinaldo Azambuja PL 14,8% Empate técnico
Capitão Contar PL 13,6% Empate técnico
Soraya Thronicke PSB 8,5% Fora do empate, mas competitiva
Marcos Pollon PL 5,7% Distante dos líderes
Vander Loubet PT 5,4% Distante dos líderes
Gianni Nogueira — 2,9% Lanterna
Não sabe / Não respondeu — 17,0% Maior "candidato" individual
Branco / Nulo / Nenhum — 16,3% Segundo maior grupo

O eleitor que ainda não definiu o segundo voto — e são mais de 330 mil pessoas, considerando o eleitorado de MS de aproximadamente 1,9 milhão de votantes — será o alvo principal das campanhas nos próximos meses. Quem conquistar essa fatia define a eleição.

Para a população, a disputa acirrada pode significar campanhas mais intensas, com maior presença de candidatos no interior e mais investimento em propaganda. O lado negativo: polarização entre campos políticos, especialmente entre o PL (que tem dois candidatos fortes) e o bloco de centro representado por Nelsinho Trad e Soraya Thronicke.

A composição do Senado por MS afeta diretamente pautas que impactam o estado: reforma tributária, política agrícola, segurança de fronteira e repasses federais. Os dois senadores eleitos terão mandato de oito anos — até 2034 — e participarão de votações que definirão o modelo tributário do país, a política de incentivos fiscais e a distribuição de recursos para estados produtores de commodities.

O eleitor sul-mato-grossense precisa considerar que o segundo voto não é voto "sobrando". É voto que elege. Em 2018, a diferença entre o segundo e o terceiro colocado na disputa pelo Senado em MS foi de menos de 100 mil votos. Em um cenário tão fragmentado como o de 2026, margens ainda menores podem decidir quem fica com a segunda vaga.

O Que Dizem os Envolvidos

Nenhum dos candidatos testados na pesquisa se manifestou oficialmente sobre os números do segundo voto. Nos bastidores, porém, as leituras são distintas.

Interlocutores de Nelsinho Trad avaliam que a liderança numérica, mesmo dentro da margem de erro, confirma a solidez da candidatura à reeleição. A estratégia do senador é manter perfil institucional e evitar confronto direto com Azambuja e Contar, apostando que a divisão do voto bolsonarista entre dois candidatos do PL beneficia sua candidatura.

No campo do PL, a presença de Azambuja e Contar no empate técnico gera debate interno. Azambuja, ex-governador com forte base no interior, tem apoio da cúpula estadual do partido. Contar, deputado estadual com perfil mais ideológico e ligado ao bolsonarismo raiz, mobiliza o eleitorado mais à direita. A convenção do PL, prevista para julho, terá que definir se o partido lança os dois ou prioriza um nome — decisão que pode rachar a legenda em MS.

Soraya Thronicke, segundo fontes próximas à ex-senadora, vê os 8,5% como ponto de partida, não como teto. A aposta é que a campanha oficial e o tempo de TV — que o PSB terá em volume razoável por conta da federação com outras legendas — permitam crescimento entre os indecisos.

Analistas políticos ouvidos pela reportagem apontam que o alto percentual de indecisos e votos brancos/nulos reflete descontentamento generalizado com a classe política. Pesquisa nacional do Datafolha, divulgada em março de 2026, mostrou que a rejeição a políticos atingiu recorde histórico no Brasil — dado que se reflete no comportamento do eleitorado sul-mato-grossense.

Próximos Passos

As convenções partidárias, previstas para julho de 2026, definirão oficialmente os candidatos ao Senado por MS. Até lá, os nomes testados na pesquisa Ibrape podem mudar — desistências, migrações partidárias e novas candidaturas são possíveis.

O PL terá a decisão mais difícil: lançar Azambuja e Contar simultaneamente ou escolher um dos dois. A primeira opção maximiza as chances de o partido conquistar ao menos uma vaga, mas divide o eleitorado bolsonarista. A segunda concentra forças, mas gera insatisfação no campo preterido. A cúpula nacional do PL, liderada por Valdemar Costa Neto, deve participar da decisão.

O calendário eleitoral prevê início da propaganda gratuita em rádio e TV em agosto de 2026, com primeiro turno em outubro. Para o Senado, não há segundo turno — os dois mais votados ficam com as vagas. Isso significa que a campanha de TV será o último grande instrumento de persuasão antes do voto.

Novas pesquisas devem ser divulgadas entre maio e junho, já com cenários atualizados após eventuais definições partidárias. O Ibrape e outros institutos registrados no TSE costumam intensificar os levantamentos a partir de julho, quando as candidaturas se oficializam.

Para o eleitor, o recado dos números é claro: a eleição para o Senado em MS está em aberto. Quem decidir cedo pode influenciar o resultado. Quem deixar para a última hora encontrará uma disputa que, a seis meses do pleito, não tem favorito definido.

Fechamento

A pesquisa Ibrape fotografa um momento de indefinição que beneficia quem tem máquina partidária e capacidade de campanha. Nelsinho, Azambuja e Contar partem de patamares semelhantes, mas com perfis e bases eleitorais distintas. O senador em exercício tem a vantagem do mandato e da visibilidade institucional. O ex-governador carrega o peso da gestão estadual e a rede de prefeitos aliados. O deputado estadual aposta no voto ideológico e na mobilização digital.

Um terço do eleitorado ainda não decidiu. Esse é o número que importa. Quem conquistar os indecisos leva a vaga. E em uma eleição com duas cadeiras, a segunda vaga é sempre a mais disputada — porque é a que muda de mãos com menos votos.


Fontes e Referências

  • Campo Grande News (campograndenews.com.br)
  • Instituto Novo Ibrape
  • TSE — Tribunal Superior Eleitoral (registros MS-01668/2026 e BR-06904/2026)
  • Datafolha — Pesquisa nacional de rejeição política (março/2026)
Senado 2026pesquisa eleitoralNelsinho TradReinaldo AzambujaCapitão ContarSoraya ThronickeIbrape
Compartilhar:WFXT
Publicado em 9 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: Campo Grande News (campograndenews.com.br), Instituto Novo Ibrape, TSE
RB
Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

@bastidorpublicoE-mail

Relacionadas

🗳️

Disputa pelo Senado em MS aquece: PL mira duas vagas e enfrenta resistência de Nelsinho Trad e Soraya

há 12 dias
🗳️

Flávio Bolsonaro menciona Tereza Cristina como possível vice em chapa presidencial de 2026

há 6 dias
🔍

Soraya Thronicke assume presidência do PSB em MS e embaralha alianças para 2026

há 10 dias
🗳️

Corrida presidencial 2026: Datafolha inicia pesquisas e cenário mostra disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro

há 12 dias

Receba as notícias

Os bastidores da política de MS direto no seu e-mail.

Transparência Pública

Acesse dados oficiais de MS

Portal da Transparência MS

Receitas, despesas, contratos e folha de pagamento do governo estadual.

Diário Oficial de MS

Publicações oficiais, nomeações, licitações e atos normativos.

TCE-MS — Tribunal de Contas

Auditorias, pareceres e julgamentos de contas públicas.

Assembleia Legislativa MS

Projetos de lei, votações, comissões e atividade parlamentar.

Links para portais oficiais do Governo de MS