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Pesquisa Senado MS: Azambuja lidera com 29%, mas fragmentação do PL ameaça estratégia

Levantamento Real Time Big Data mostra ex-governador na frente da corrida por duas vagas ao Senado, mas disputa interna do PL pode beneficiar oposição.

Redação Bastidor Público4 de maio de 20268 min de leituraCampo Grande812 palavras
Pesquisa Senado MS: Azambuja lidera com 29%, mas fragmentação do PL ameaça estratégia

A corrida pelo Senado de Mato Grosso do Sul em 2026 é, paradoxalmente, mais incerta do que a disputa pelo governo. Enquanto Eduardo Riedel lidera com folga a corrida governamental, a eleição para as duas vagas senatoriais apresenta um cenário fragmentado que pode surpreender. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) aparece na frente com 29% das intenções de voto, mas a presença de outros dois pré-candidatos do mesmo partido ameaça dividir o eleitorado conservador.

A pesquisa Real Time Big Data, divulgada em maio de 2026, mostra que a segunda vaga está em disputa acirrada entre pelo menos quatro nomes, nenhum deles com vantagem consolidada.

O Que Aconteceu

O levantamento testou o cenário com todos os pré-candidatos estimulados e revelou uma fragmentação que preocupa estrategistas do PL:

Pré-candidato Partido Intenção de Voto
Reinaldo Azambuja PL 29%
Marcos Pollon PL 12%
Nelsinho Trad PSD 10%
Capitão Contar PL 8%
Vander Loubet PT 7%
Soraya Thronicke PSB 6%
Brancos/nulos/NS — 28%

A matemática é reveladora: se Azambuja é favorito para uma das vagas, a segunda está em aberto. Pollon (12%) e Contar (8%) somam 20% — votos que, se concentrados em um único candidato, garantiriam a segunda vaga com facilidade. Divididos, porém, podem permitir que Nelsinho Trad ou até mesmo Vander Loubet capturem a posição.

Contexto e Histórico

Reinaldo Azambuja construiu sua liderança nas pesquisas sobre uma base sólida: dois mandatos como governador (2015-2022) com alta aprovação, articulação política eficiente e apoio do presidente Riedel. Sua migração para o PL durante a janela partidária de 2026 consolidou o alinhamento com o bolsonarismo, movimento que mantém força expressiva no eleitorado sul-mato-grossense.

Marcos Pollon, por sua vez, é presidente nacional do PL e construiu popularidade como defensor do armamento civil e da pauta conservadora. Seu nome tem forte apelo nas redes sociais e entre eleitores bolsonaristas mais radicais, mas enfrenta rejeição em setores moderados.

Capitão Contar, deputado estadual, carrega a bandeira militar e evangélica. Foi candidato ao governo em 2022 e obteve votação expressiva no primeiro turno. Sua permanência na disputa senatorial drena votos de Pollon e pode impactar a composição final das chapas do PL.

Do lado da oposição, Nelsinho Trad (PSD) busca a reeleição com a vantagem de ser um nome já consolidado no Senado, embora enfrentando desgaste pela percepção de pouca presença em MS durante o mandato. Vander Loubet (PT) aposta na concentração do voto de esquerda para disputar a segunda vaga.

A senadora Simone Tebet (MDB) decidiu não disputar a reeleição, o que libera uma vaga e intensifica a competição. Tebet deve apoiar a chapa governista, mas seu capital político não será transferido automaticamente para nenhum candidato específico.

Impacto Para a População

Aspecto Consequência
Representação MS terá dois novos senadores — perfil pode mudar completamente
Emendas federais Senadores direcionam recursos para o estado — alinhamento importa
Agenda Senado Pautas como Fundersul, Pantanal e agro dependem de senadores atuantes
Equilíbrio político Dois senadores governistas = menor fiscalização do governo estadual
Campanhas Fragmentação gera mais propaganda e movimentação nos municípios

O Que Dizem os Envolvidos

Reinaldo Azambuja evita falar em favoritismo: "Pesquisa não elege ninguém. Estou percorrendo os 79 municípios ouvindo o que o povo precisa." O ex-governador aposta na capilaridade construída em oito anos de governo para manter a liderança.

Marcos Pollon reforça que "não abre mão da candidatura" e que representa "uma nova direita que não faz acordos com a velha política". A postura, embora energize a base radical, dificulta negociações internas no PL para unificar candidaturas.

Nelsinho Trad defende seu mandato no Senado e promete "trazer ainda mais recursos para MS no próximo mandato". Aliados do senador avaliam que a fragmentação da direita é sua principal aliada na disputa pela segunda vaga.

Próximos Passos

Prazo Evento
Maio-Junho 2026 Novas pesquisas e negociações internas no PL
Julho-Agosto Convenções — definição de quem é candidato
Agosto Prazo final para registro de candidaturas
Outubro 2026 Eleição — os dois mais votados são eleitos

A dinâmica de financiamento de campanhas também é fator relevante na disputa senatorial. O PL, como maior bancada do Congresso, dispõe do maior fundo eleitoral entre os partidos, estimado em R$ 2,5 bilhões para 2026. Se a legenda mantiver três candidatos ao Senado em MS, os recursos serão divididos — cada candidato receberia menos do que se houvesse um único nome. A fragmentação não é apenas eleitoral, é também financeira, e pode determinar a capacidade de cada pré-candidato de sustentar campanha competitiva em todos os 79 municípios.

Fechamento

A corrida pelo Senado de MS em 2026 é mais imprevisível do que qualquer disputa recente no estado. Com 29%, Azambuja é favorito para uma das vagas, mas a segunda posição está em jogo entre pelo menos quatro candidatos competitivos. A decisão do PL sobre quantos nomes manterá oficialmente na disputa pode ser o fator decisivo que define os próximos senadores sul-mato-grossenses.


Fontes e Referências

  • Real Time Big Data — Pesquisa Senado MS, maio 2026
  • Gazeta do Povo — Cenários eleitorais MS
  • Campo Grande News — Análise corrida senatorial
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Publicado em 4 de maio de 2026 às 00:00
Fonte: Real Time Big Data, Gazeta do Povo, Campo Grande News
RB
Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

@bastidorpublicoE-mail

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