No primeiro balanço oficial divulgado pela Coordenadoria de Fiscalização da Propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), os cartórios eleitorais registraram o recebimento de dezesseis denúncias formais de irregularidades durante os sete primeiros dias de campanha eleitoral autorizada no estado. A maioria absoluta das notificações foi encaminhada pela própria população por meio do aplicativo Pardal, ferramenta oficial desenvolvida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para agilizar o controle social e coibir práticas abusivas de poluição visual e propaganda vedada nas vias públicas.
A fiscalização atuou com presteza na Capital e nos principais polos do interior, emitindo notificações com prazos de quarenta e oito horas para que comitês partidários e candidatos removam materiais afixados em locais proibidos pela legislação eleitoral.
O Que Aconteceu
Entre os principais alvos das denúncias apuradas pelos fiscais da Justiça Eleitoral destacam-se a colagem indevida de adesivos e placas em postes de energia elétrica, colocação de cavaletes promocionais em canteiros centrais de avenidas movimentadas de Campo Grande e Dourados que atrapalham a visão de motoristas e pedestres, e a realização de carreatas com som automotivo acima dos decibéis permitidos sem comunicação prévia aos órgãos municipais de trânsito.
Todas as queixas foram instruídas com fotos georreferenciadas enviadas pelos cidadãos, permitindo que os chefes de cartório eleitoral e os promotores de Justiça Eleitoral verificassem a materialidade do fato sem necessidade de diligências prolongadas.
| Tipo de Irregularidade Apurada | Quantitativo de Registros | Cidades Notificadas | Providência Adotada |
|---|---|---|---|
| Propaganda em Bens Públicos e Postes | 9 denúncias (56,2%) | Campo Grande e Dourados | Notificação para remoção em 48h |
| Cavaletes e Placas em Calçadas | 4 denúncias (25,0%) | Três Lagoas e Ponta Porã | Recolhimento do material |
| Volume Excessivo de Som / Carreatas | 2 denúncias (12,5%) | Capital e Corumbá | Intimação de comitês coligados |
| Propaganda Digital sem Identificação | 1 denúncia (6,3%) | Internet / Redes Sociais | Encaminhamento à PRE-MS |
Contexto e Histórico
A fiscalização da propaganda política no Brasil passou por profundas transformações tecnológicas na última década. A proibição de outdoors, cavaletes soltos em vias públicas e pinturas em muros privados reduziu significativamente os custos das campanhas e eliminou a poluição visual que tradicionalmente tomava conta das cidades no período eleitoral.
O aplicativo Pardal consolidou-se como o canal mais eficiente de participação direta do eleitor na fiscalização dos candidatos, transformando o cidadão em um agente voluntário de legalidade e transparência.
Em Mato Grosso do Sul, a atuação conjunta entre os juízes eleitorais, a Polícia Militar e as secretarias municipais de meio ambiente tem garantido resposta rápida aos chamados, evitando que práticas ilegais se consolidem ao longo do período de campanha.
O sistema de inteligência artificial acoplado ao aplicativo Pardal permite que os analistas da Justiça Eleitoral agrupem denúncias semelhantes por coordenadas geográficas e por candidato, identificando padrões sistemáticos de descumprimento das normas de propaganda. Esse mapeamento automatizado orienta as rondas presenciais dos oficiais de justiça e da Polícia Militar, conferindo agilidade à remoção de placas e faixas irregulares.
Impacto Para a População
O rigor na fiscalização eleitoral gera impactos positivos imediatos no cotidiano das cidades sul-mato-grossenses. Ao impedir a ocupação desordenada de calçadas, canteiros e praças por materiais de propaganda, a Justiça Eleitoral preserva a mobilidade urbana, a segurança do trânsito e a limpeza dos espaços públicos compartilhados por toda a comunidade.
Para o eleitor, a garantia de que as regras do jogo democrático são rigorosamente cumpridas por todos os concorrentes promove um ambiente de igualdade de condições nas eleições, impedindo que candidatos com maior poder financeiro dominem ilegalmente as ruas com propaganda ostensiva.
O uso do aplicativo Pardal reforça a cidadania ativa, demonstrando que as ferramentas digitais são instrumentos poderosos de controle social e fortalecimento da integridade republicana.
A atuação pedagógica e preventiva dos cartórios eleitorais tem permitido que mais de oitenta por cento das irregularidades sejam solucionadas no prazo voluntário de quarenta e oito horas, sem necessidade de ajuizamento de ações punitivas formais. Esse diálogo constante entre a Justiça Eleitoral e as assessorias jurídicas das coligações partidárias assegura um ambiente de respeito mútuo e preservação da estética das cidades sul-mato-grossenses.
O Que Dizem os Envolvidos
"O aplicativo Pardal é uma ferramenta indispensável que empodera o cidadão para fiscalizar as eleições em tempo real. Cada denúncia é analisada com critério técnico e celeridade pelos nossos cartórios, garantindo que a propaganda ocorra dentro da lei e com respeito à cidade." — Coordenação de Fiscalização Eleitoral do TRE-MS
"A recomendação da comissão de fiscalização é clara: os candidatos devem orientar suas equipes de rua a respeitar integralmente os limites legais. Quem descumprir as notificações para retirada de propaganda irregular responderá a processo e pagará multas pesadas." — Ministério Público Eleitoral de Mato Grosso do Sul (MPE-MS)
"Fotografei um cartaz colado no poste em frente à minha casa e enviei pelo aplicativo. No dia seguinte a equipe do candidato já estava lá retirando. A ferramenta realmente funciona e ajuda a manter a cidade limpa." — Cidadão usuário do aplicativo Pardal em Campo Grande
O fortalecimento do controle social e a fiscalização ativa exercida pelos cidadãos e pela Justiça Eleitoral em Mato Grosso do Sul garantem a higidez e o equilíbrio da disputa política nas eleições gerais de 2026. A resposta célere às denúncias de propaganda irregular preserva a estética urbana, a mobilidade e o respeito às normas republicanas em todos os 79 municípios do estado.
Próximos Passos
Os cartórios eleitorais das zonas da Capital e do interior continuarão monitorando o cumprimento dos prazos de quarenta e oito horas concedidos aos candidatos notificados na primeira remessa de denúncias.
Caso as propagandas irregulares não sejam removidas voluntariamente nos prazos legais, os juízes eleitorais emitirão mandados de busca e apreensão compulsória dos materiais e instaurarão representações por propaganda eleitoral irregular, que podem resultar em multas de até vinte e cinco mil reais por ocorrência.
A transparência proporcionada pelas plataformas digitais de denúncia eleitoral eleva o padrão de conscientização cívica do eleitorado e exige das coligações partidárias um compromisso inegociável com a legalidade e a ética pública. O acompanhamento transparente dos atos de campanha fortalece a credibilidade das instituições democráticas no estado.
O uso intensivo do aplicativo Pardal pelos eleitores de Mato Grosso do Sul reafirma a importância da participação cidadã na construção de eleições transparentes e éticas. A atuação vigilante da sociedade em parceria direta com a Justiça Eleitoral e o Ministério Público coíbe abusos econômicos e assegura a preservação do patrimônio público e da ordem urbana durante o período de campanha.
O monitoramento contínuo das manifestações cívicas e a fiscalização firme da Justiça Eleitoral asseguram que as eleições gerais de 2026 em Mato Grosso do Sul transcorram com absoluta lisura, igualdade de oportunidades e respeito estrito à soberania do voto popular em todas as zonas eleitorais do estado.
A atuação coordenada dos juizados eleitorais com os órgãos de segurança pública consolida Mato Grosso do Sul como uma referência em transparência e legalidade, garantindo a tranquilidade das famílias e a preservação do patrimônio público durante todo o calendário eleitoral.
Fechamento
O início da fiscalização eleitoral em Mato Grosso do Sul demonstra a eficiência das ferramentas digitais e o compromisso da sociedade com eleições limpas, éticas e transparentes, assegurando que o espaço público seja respeitado e que a disputa política transcorra dentro dos mais elevados padrões democráticos.




