Pular para o conteúdo principal
Política, gestão pública e bastidores de MS
InstagramX/TwitterContato
BP
Bastidor PúblicoMS
PolíticaBastidoresPoder PúblicoTransparênciaAnáliseReportagem EspecialCampo Grande
BP
Bastidor Público
MS

Cobertura política investigativa e institucional de Mato Grosso do Sul. Bastidores do poder, gestão pública, transparência e análise política com resp...

FIXYT

Editorias

  • 🏛️ Política
  • 🔍 Bastidores
  • ⚖️ Poder Público
  • 📊 Transparência
  • 📐 Análise
  • 📰 Reportagem Especial
  • 🏙️ Campo Grande
  • 🌾 Interior MS
  • 🗳️ Eleições
  • 💬 Opinião

Institucional

  • Sobre o Bastidor Público
  • Contato
  • Anuncie
  • Todas as Tags
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade

Newsletter

Receba as principais notícias políticas de MS direto no seu e-mail.

© 2026 Bastidor Público MS. Todos os direitos reservados.

Campo Grande, MS · Brasil

  1. Início
  2. Transparência
  3. Fraude milionária em remédios de câncer abala sistema de saúde de MS
📊 TransparênciaURGENTE

Fraude milionária em remédios de câncer abala sistema de saúde de MS

Operação 'Oncojuris' deflagrada pelo MPMS e Polícia Civil apura esquema que desviou R$ 4,2 milhões em medicamentos oncológicos do SUS em hospitais de Campo Grande e Dourados.

Redação Bastidor Público23 de abril de 20269 min de leituraCampo Grande739 palavras
Fraude milionária em remédios de câncer abala sistema de saúde de MS

Operação Oncojuris: MPMS Desmantela Esquema de Desvio de Remédios de Câncer

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e a Polícia Civil deflagraram nesta quarta-feira, 23 de abril, a Operação Oncojuris — ação que desmonta um esquema de fraude milionária no fornecimento de medicamentos oncológicos pelo SUS em hospitais de Campo Grande e Dourados.

Sete pessoas foram presas em flagrante ou por mandado de prisão preventiva durante a operação, que cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em clínicas, farmácias e residências. O prejuízo estimado ao erário é de R$ 4,2 milhões em remédios desviados entre 2023 e 2025.

Operação Oncojuris: Polícia Civil e MPMS apreendem documentos em investigação de fraude em remédios de câncer do SUS

O Que Aconteceu

A operação foi deflagrada às 6h desta quarta-feira, com equipes simultâneas em Campo Grande e Dourados. Os investigados incluem:

  • Farmacêuticos responsáveis por três unidades hospitalares que recebiam medicamentos oncológicos pelo SUS
  • Representantes de fornecedoras que emitiam notas fiscais por quantidades maiores do que as efetivamente entregues
  • Distribuidores que revendiam os medicamentos desviados a preços acima do tabelado

O esquema funcionou por dois anos, entre 2023 e 2025, e impactou o fornecimento de quimioterápicos, imunoterápicos e medicamentos de suporte oncológico a pacientes tratados pelo SUS.

Como Funcionava o Esquema

Segundo o MPMS, o esquema tinha três etapas:

1. Subfornecimento fraudulento: Fornecedores entregavam quantidades menores de medicamentos do que constavam nas notas fiscais. Farmacêuticos responsáveis pelas unidades assinavam os recibos de entrega sem conferir o estoque físico.

2. Desvio e revenda: Os medicamentos "não entregues" eram revendidos a distribuidores e clínicas privadas. Imunoterápicos que custavam R$ 8.000/dose pelo SUS eram revendidos por R$ 11.000 a R$ 14.000 no mercado paralelo.

3. Lavagem de valores: Pagamentos eram feitos em espécie ou via contas de laranjas, com parte dos valores distribuída a participantes do esquema por dentro de empresas de fachada.

Contexto

A fraude em medicamentos oncológicos é um dos crimes mais graves contra o SUS — e um dos mais difíceis de detectar. Os medicamentos de câncer são de alto custo (alguns ultrapassam R$ 20 mil por dose), têm distribuição regulada e são fornecidos diretamente pelo Ministério da Saúde via CAF (Central de Abastecimento Farmacêutico).

Em Mato Grosso do Sul, mais de 8.000 pacientes recebem tratamento oncológico pelo SUS anualmente. A Rede de Atenção à Saúde Oncológica do estado tem unidades em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

O MPMS investigou o caso após denúncia de uma farmacêutica que saiu de uma das unidades envolvidas em 2024 e registrou boletim de ocorrência relatando irregularidades no controle de estoque.

Impacto na Gestão Pública

Aspecto Dado
Valor desviado investigado R$ 4,2 milhões
Período da fraude 2023 a 2025
Pessoas presas 7
Mandados de busca e apreensão 14
Pacientes oncológicos SUS em MS +8.000/ano
Valor médio de imunoterápico desviado R$ 8 mil a R$ 20 mil/dose

O Que Dizem as Partes

O promotor coordenador da operação afirmou que o esquema causou "dano direto a pacientes que podem ter tido seu tratamento comprometido pela indisponibilidade de medicamentos": "Não é só crime financeiro. É crime contra a vida."

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) emitiu nota afirmando que vai "colaborar integralmente com as investigações" e que está realizando auditoria emergencial nas unidades envolvidas. "Qualquer servidor público envolvido será afastado imediatamente", diz a nota.

As empresas fornecedoras envolvidas não foram identificadas publicamente na nota do MPMS por questões processuais. Seus advogados ainda não se manifestaram.

Análise do Bastidor Público

A Operação Oncojuris expõe uma vulnerabilidade sistêmica na fiscalização do fornecimento de medicamentos de alto custo no SUS: a ausência de cruzamento automático entre o que é declarado nas notas fiscais, o que entra fisicamente no estoque hospitalar e o que é efetivamente administrado aos pacientes.

Sistemas de rastreabilidade de medicamentos como o SCTIE/BNAFAR existem federalmente, mas a implementação nos estados ainda é parcial. Em MS, a auditoria em tempo real do estoque oncológico não é realizada — o controle depende da honestidade dos farmacêuticos responsáveis.

O apurou o Bastidor Público que a denúncia que originou a investigação foi feita em outubro de 2024 — e o MPMS levou 6 meses para reunir provas suficientes para a operação. Nesse período, é provável que o esquema tenha continuado operando.

Próximos Passos

Os sete presos serão ouvidos nesta quinta-feira, 24 de abril, e a Justiça decidirá sobre a manutenção das prisões preventivas. O MPMS informou que outros investigados devem ser indiciados nos próximos dias, à medida que a análise dos documentos apreendidos avança.

A SES-MS tem prazo de 15 dias para apresentar relatório de auditoria das unidades envolvidas. Os pacientes que tiveram tratamento nas unidades afetadas entre 2023 e 2025 poderão ser convocados para avaliação clínica.


Fontes: Campo Grande News · MPMS (nota de imprensa) · SES-MS · Polícia Civil-MS

fraudecâncermedicamentos oncológicosMPMSoperação policialSUSCampo GrandeDourados
Compartilhar:WFXT
Publicado em 23 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: Campo Grande News / MPMS
RB
Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

@bastidorpublicoE-mail

Relacionadas

⚖️

Estatuto dos Direitos do Paciente entra em vigor e reforça papel do MPMS

há 5 dias
🔍

GAECO deflagra Operação 'Mão Dupla' e cumpre 23 mandados contra corrupção em Coronel Sapucaia

há 24 dias
🏙️

Grupo de vereadores tenta barrar projeto de terceirização da saúde em Campo Grande

há 9 dias
🏙️

Prefeitura de CG aumenta contratos de iluminação em R$ 4,4 milhões sob sombra da Operação Apagar das Luzes

há 11 dias

Receba as notícias

Os bastidores da política de MS direto no seu e-mail.

Transparência Pública

Acesse dados oficiais de MS

Portal da Transparência MS

Receitas, despesas, contratos e folha de pagamento do governo estadual.

Diário Oficial de MS

Publicações oficiais, nomeações, licitações e atos normativos.

TCE-MS — Tribunal de Contas

Auditorias, pareceres e julgamentos de contas públicas.

Assembleia Legislativa MS

Projetos de lei, votações, comissões e atividade parlamentar.

Links para portais oficiais do Governo de MS

Fraude milionária em remédios de câncer abala sistema de saúde de MS | Bastidor Público MS