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Riedel abre encontro de vereadores e reforça estratégia municipalista em ano pré-eleitoral

UCVMS Summit reúne vereadores de todo o estado em Campo Grande para debater gestão, inovação e fortalecimento da atuação parlamentar municipal.

Redação Bastidor Público8 de abril de 20269 min de leituraCampo Grande1682 palavras
Riedel abre encontro de vereadores e reforça estratégia municipalista em ano pré-eleitoral

O Que Aconteceu

O UCVMS Summit — Edição Conecta teve início na tarde de terça-feira (8 de abril) em Campo Grande, reunindo vereadores de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. O governador Eduardo Riedel (PP) abriu o evento, promovido pela União das Câmaras de Vereadores de MS (UCVMS), com foco na qualificação e no fortalecimento da atuação parlamentar municipal.

O encontro é considerado um dos maiores eventos do legislativo municipal já realizados no estado. A programação se estende por dois dias e inclui painéis sobre gestão pública, inovação legislativa, captação de recursos federais e boas práticas de fiscalização do Executivo municipal.

A plateia é composta majoritariamente por vereadores de primeiro mandato — eleitos em outubro de 2024 — que completaram pouco mais de um ano no cargo. Para esses parlamentares, o Summit funciona como curso intensivo sobre ferramentas legislativas, regimento interno, elaboração de projetos de lei e mecanismos de controle sobre prefeituras.

A presença de Riedel na abertura não é protocolar. Em ano pré-eleitoral, o governador que busca a reeleição precisa de capilaridade no interior — e vereadores são os agentes políticos com maior penetração nas comunidades locais.

Contexto e Histórico

O municipalismo é uma estratégia antiga na política de Mato Grosso do Sul, mas ganhou contornos mais sofisticados nos últimos ciclos eleitorais. O ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) foi pioneiro em institucionalizar a relação com câmaras municipais durante seus dois mandatos (2015-2022), criando canais diretos de diálogo com vereadores e prefeitos do interior. Riedel, que foi secretário de Azambuja antes de se eleger governador, herdou e aprofundou essa prática.

A lógica é simples: Mato Grosso do Sul tem 79 municípios, a maioria com menos de 30 mil habitantes. Nesses municípios, o vereador é a liderança política mais próxima do eleitor. Ele conhece as demandas locais, articula apoios em igrejas, associações de bairro e sindicatos rurais, e tem influência direta sobre o voto de centenas — às vezes milhares — de pessoas. Conquistar o apoio de vereadores do interior é, na prática, construir uma rede de cabos eleitorais institucionalizados.

A UCVMS existe desde a década de 1990, mas ganhou protagonismo nos últimos anos ao profissionalizar suas atividades. A entidade passou a oferecer cursos online, publicações técnicas sobre legislação municipal e assessoria jurídica para câmaras que não dispõem de procuradoria própria. O Summit Edição Conecta é o evento de maior porte da entidade, reunindo parlamentares de todas as regiões do estado em um único local.

A edição de 2026 tem contexto particular. Os vereadores eleitos em 2024 enfrentam uma curva de aprendizado íngreme. Muitos chegaram à Câmara sem experiência legislativa, vindos de carreiras no comércio, na agropecuária ou no funcionalismo público. O primeiro ano de mandato foi marcado por adaptação ao regimento, às comissões e à dinâmica de negociação com o Executivo municipal. O Summit oferece o que a maioria não teve: formação estruturada sobre o papel do vereador.

O evento também reflete uma mudança no perfil dos legislativos municipais de MS. Nas eleições de 2024, houve renovação expressiva nas câmaras do interior — em alguns municípios, mais da metade dos vereadores eleitos eram estreantes. Essa renovação traz energia, mas também inexperiência. Vereadores que não conhecem os mecanismos de fiscalização do orçamento municipal, por exemplo, tendem a ser menos eficazes no controle de gastos públicos.

A UCVMS identificou essa lacuna e desenhou a programação do Summit para atender tanto os novatos quanto os veteranos. Os painéis cobrem desde temas básicos — como elaborar um requerimento de informação ao prefeito — até questões avançadas, como captação de emendas parlamentares federais e estaduais para projetos municipais.

Impacto Para a População

A qualificação de vereadores tem impacto direto na vida do cidadão, embora a conexão nem sempre seja evidente. Um vereador bem preparado fiscaliza melhor o orçamento municipal, identifica irregularidades em contratos e cobra resultados do Executivo. Um vereador despreparado aprova projetos sem análise técnica, não questiona gastos e se limita a indicações de serviços — como tapar buracos e trocar lâmpadas — sem exercer a função legislativa e fiscalizadora que a Constituição lhe atribui.

Aspecto Vereador qualificado Vereador sem capacitação
Fiscalização do orçamento Analisa receitas e despesas, questiona licitações Aprova contas sem análise detalhada
Produção legislativa Elabora projetos com fundamentação técnica Apresenta projetos genéricos ou inconstitucionais
Captação de recursos Articula emendas federais e estaduais Desconhece mecanismos de transferência
Relação com o Executivo Cobra metas e prazos Relação de dependência ou conflito improdutivo
Transparência Usa portais de dados e LAI Não acessa ferramentas de controle
Impacto para o cidadão Serviços públicos fiscalizados e melhorados Gestão sem contraponto legislativo

Em Mato Grosso do Sul, onde muitos municípios dependem quase exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de transferências estaduais, a capacidade do vereador de articular recursos externos é determinante. Municípios cujos vereadores sabem navegar o sistema de emendas parlamentares — tanto na Assembleia Legislativa quanto no Congresso Nacional — conseguem viabilizar obras de saneamento, pavimentação, equipamentos de saúde e reformas de escolas que, de outra forma, não sairiam do papel.

O Summit aborda especificamente a captação de recursos federais, tema que ganhou relevância com o aumento das emendas de bancada e das emendas Pix nos últimos anos. Vereadores que entendem o fluxo de liberação dessas verbas podem pressionar prefeitos a apresentar projetos elegíveis e a cumprir as exigências de prestação de contas — condição para que o município continue recebendo transferências.

Para o morador do interior de MS, a diferença entre um legislativo municipal capacitado e um despreparado se traduz em estradas sem manutenção, postos de saúde sem equipamentos e escolas sem reforma. O Summit, nesse sentido, é investimento em governança local — ainda que o retorno dependa da disposição de cada vereador em aplicar o que aprendeu.

O Que Dizem os Envolvidos

O governador Riedel, na abertura do evento, reforçou a importância da parceria entre o governo estadual e os legislativos municipais. Segundo interlocutores presentes, o governador destacou programas de investimento em infraestrutura no interior e convocou os vereadores a atuarem como "pontes" entre as demandas locais e o governo do estado.

"O vereador é quem está mais perto do cidadão. É quem ouve primeiro a reclamação, a demanda, a necessidade. O governo do estado precisa dessa conexão para chegar onde precisa chegar", disse Riedel, segundo relato de participantes.

A direção da UCVMS destacou que a edição Conecta foi desenhada para ser prática, não teórica. Os painéis incluem estudos de caso de municípios que conseguiram captar recursos federais, exemplos de fiscalização bem-sucedida e orientações sobre o uso de ferramentas digitais para transparência legislativa.

Vereadores de primeiro mandato ouvidos pela reportagem relataram que o evento supre uma lacuna que os partidos não preenchem. "O partido te elege, mas não te ensina a ser vereador. Aqui estou aprendendo coisas que deveria ter aprendido no primeiro dia de mandato", disse um parlamentar do interior, sob condição de anonimato.

Veteranos, por sua vez, apontaram que o Summit é oportunidade de articulação política. "Você encontra colegas de todo o estado, troca experiência, descobre que o problema do seu município é o mesmo do vizinho. E, de quebra, conversa com o governador e com secretários de estado", relatou um vereador de terceiro mandato de município da região sul de MS.

A presença de secretários estaduais nos painéis — incluindo representantes das pastas de Infraestrutura, Saúde e Educação — reforça a leitura de que o evento serve como canal de comunicação entre o governo e os legislativos municipais. Para o governo, é oportunidade de apresentar resultados e colher demandas. Para os vereadores, é acesso direto a quem decide sobre repasses e investimentos.

Próximos Passos

O UCVMS Summit Edição Conecta se encerra na quarta-feira (9 de abril), com painéis sobre inovação legislativa e encerramento com balanço das atividades. A UCVMS planeja realizar edições regionais do evento ao longo de 2026, levando a programação para polos como Dourados, Três Lagoas e Corumbá, de modo a alcançar vereadores que não puderam se deslocar até Campo Grande.

A entidade também anunciou o lançamento de plataforma digital de capacitação continuada, com cursos online sobre temas como elaboração de projetos de lei, fiscalização orçamentária e uso da Lei de Acesso à Informação (LAI). A previsão é que a plataforma esteja operacional até julho de 2026.

Para o governo Riedel, o próximo passo é converter a proximidade demonstrada no Summit em apoio concreto para 2026. A estratégia inclui agenda de visitas a municípios do interior nos próximos meses, com inauguração de obras e assinatura de convênios — ações que reforçam a presença do governador no território e fortalecem a relação com prefeitos e vereadores aliados.

A janela partidária de 2026, que se encerra em abril, será o momento em que muitos vereadores definirão suas filiações com vistas às eleições de outubro. O Summit, nessa lógica, funciona como espaço de sondagem: partidos da base de Riedel aproveitam o evento para identificar lideranças locais dispostas a integrar chapas proporcionais aliadas ao governo.

A oposição, por sua vez, monitora o evento com atenção. Pré-candidatos ao governo, como Fábio Trad (PT) e Beto Pereira (PSDB), também buscam aproximação com vereadores do interior — embora sem a estrutura institucional que o governo do estado oferece. A disputa pela adesão dos legislativos municipais será um dos termômetros da corrida eleitoral nos próximos meses.

Fechamento

O UCVMS Summit é, na superfície, um evento de capacitação. Na prática, é arena política onde o governo estadual reforça alianças, vereadores buscam acesso a recursos e partidos mapeiam quadros para 2026. A qualificação dos parlamentares municipais é ganho real para a população — vereador preparado fiscaliza melhor, legisla melhor e articula melhor. Mas o contexto pré-eleitoral dá ao evento uma camada adicional de cálculo político que não pode ser ignorada.

Riedel sabe que a reeleição passa pelo interior. E o interior passa pelos vereadores. O Summit é peça dessa engrenagem — uma que beneficia tanto o governador quanto os parlamentares municipais e, em última instância, o cidadão que depende de legislativos locais minimamente funcionais. A questão é se a qualificação oferecida no evento se traduzirá em prática legislativa nos 79 municípios de MS — ou se ficará restrita aos dois dias de painéis e networking em Campo Grande.


Fontes e Referências

  • Campo Grande News (campograndenews.com.br)
  • UCVMS — União das Câmaras de Vereadores de Mato Grosso do Sul
UCVMSvereadoresmunicipalismoEduardo RiedelCampo Grandegestão municipaleleições 2026
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Publicado em 8 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: Campo Grande News (campograndenews.com.br), UCVMS
RB
Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

@bastidorpublicoE-mail

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