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Governo de MS abre licitação de R$ 23 milhões para construção de policlínica em Três Lagoas

Recurso do PAC Saúde financiará unidade de média complexidade no terceiro maior município do estado, reduzindo deslocamentos de pacientes para Campo Grande.

Redação Bastidor Público13 de abril de 20269 min de leituraTrês Lagoas1454 palavras
Governo de MS abre licitação de R$ 23 milhões para construção de policlínica em Três Lagoas

O governo de Mato Grosso do Sul abriu processo licitatório para a construção de uma policlínica em Três Lagoas, com valor estimado de R$ 23 milhões. O recurso é proveniente do PAC Saúde (Programa de Aceleração do Crescimento), programa do governo federal voltado à ampliação da infraestrutura de saúde pública no país. A unidade será de média complexidade e atenderá a população do terceiro maior município do estado, que conta com aproximadamente 130 mil habitantes.

O Que Aconteceu

A abertura da licitação foi publicada pelo governo estadual na segunda semana de abril de 2026. O processo busca contratar empresa para a construção da policlínica, que será erguida em Três Lagoas com recursos federais do PAC Saúde repassados ao estado de Mato Grosso do Sul.

A policlínica oferecerá atendimento especializado que hoje não está disponível na rede pública do município. A unidade concentrará consultas médicas em diversas especialidades, exames de imagem e laboratoriais, e procedimentos ambulatoriais de média complexidade — serviços que atualmente obrigam os moradores de Três Lagoas a se deslocarem até Campo Grande, a mais de 330 quilômetros de distância.

O investimento de R$ 23 milhões coloca a policlínica entre as maiores obras de saúde em execução no interior de MS. A unidade funcionará como um elo entre a atenção básica — composta por postos de saúde e unidades de saúde da família — e o Hospital Regional de Três Lagoas, que concentra os atendimentos de alta complexidade na região.

A licitação segue as normas da Lei de Licitações e Contratos (Lei nº 14.133/2021) e prevê critério de julgamento por menor preço global. As empresas interessadas terão prazo para apresentar propostas conforme o edital publicado no Diário Oficial do Estado.

Contexto e Histórico

Três Lagoas consolidou-se nas últimas duas décadas como um dos polos industriais mais dinâmicos de Mato Grosso do Sul. A instalação de fábricas de celulose — com destaque para as operações da Suzano e da Eldorado Brasil — transformou a economia do município, que passou de uma base agropecuária para um perfil industrial diversificado que inclui também fertilizantes, siderurgia e energia.

O crescimento econômico atraiu trabalhadores de outras regiões e acelerou o aumento populacional. Três Lagoas saltou de cerca de 85 mil habitantes em 2010 para os atuais 130 mil, um crescimento de mais de 50% em 16 anos. Esse ritmo de expansão pressionou a infraestrutura pública, especialmente nas áreas de saúde, educação e saneamento.

A rede de saúde de Três Lagoas é composta pelo Hospital Regional — referência para atendimentos de urgência e alta complexidade —, unidades básicas de saúde distribuídas pelos bairros e o Hospital Auxiliadora, de gestão filantrópica. A ausência de uma unidade de média complexidade cria um gargalo: pacientes que precisam de consultas especializadas ou exames mais sofisticados enfrentam filas longas ou são encaminhados para Campo Grande.

O deslocamento de pacientes para a capital gera custos diretos para as famílias — transporte, hospedagem, alimentação — e custos indiretos para o sistema de saúde, que precisa financiar o Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Dados da Secretaria de Estado de Saúde indicam que Três Lagoas é um dos municípios que mais encaminha pacientes para Campo Grande via TFD, o que evidencia a carência de serviços especializados na região.

O PAC Saúde, relançado pelo governo federal em 2023, destinou recursos para a construção de policlínicas em cidades de médio porte em todo o Brasil. A estratégia busca descentralizar o atendimento especializado, que historicamente se concentra nas capitais. Em Mato Grosso do Sul, Três Lagoas foi selecionada como uma das cidades prioritárias para receber a unidade, considerando seu porte populacional e sua condição de polo regional.

Impacto Para a População

A construção da policlínica terá efeitos diretos sobre a vida dos moradores de Três Lagoas e das cidades vizinhas que dependem do município como referência em saúde. O investimento de R$ 23 milhões representa uma mudança estrutural na oferta de serviços de saúde na região leste de MS.

Indicador Situação atual Com a policlínica
Consultas especializadas Fila de espera longa ou encaminhamento para CG Atendimento local em múltiplas especialidades
Exames de imagem Disponibilidade limitada; casos complexos vão para CG Tomografia, ultrassonografia e raio-X no município
Deslocamento de pacientes 330 km até Campo Grande (ida e volta: 660 km) Atendimento na própria cidade
Custo para o paciente Transporte + hospedagem + alimentação em CG Eliminação de gastos com deslocamento
Tempo de espera Semanas a meses para consulta especializada Redução com ampliação da oferta local
Sobrecarga do Hospital Regional Absorve demandas de média complexidade Policlínica absorve casos ambulatoriais

Para uma família de Três Lagoas que precisa levar um parente para uma consulta com cardiologista em Campo Grande, o custo médio de deslocamento inclui combustível ou passagem de ônibus (ida e volta: cerca de R$ 200 a R$ 350), alimentação e, em muitos casos, hospedagem — totalizando entre R$ 400 e R$ 700 por viagem. Pacientes com doenças crônicas que necessitam de acompanhamento mensal enfrentam esse gasto repetidamente.

A policlínica também beneficiará municípios menores da região, como Brasilândia, Selvíria, Água Clara e Paranaíba, que utilizam Três Lagoas como referência em saúde. A ampliação da oferta de serviços especializados no município reduz a pressão sobre a rede de Campo Grande e distribui de forma mais equilibrada o atendimento pelo território estadual.

A geração de empregos é outro efeito esperado. A construção da unidade demandará mão de obra da construção civil, e a operação da policlínica criará postos permanentes para médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, técnicos em radiologia, recepcionistas e pessoal administrativo. Estimativas do setor de saúde indicam que uma policlínica desse porte emprega entre 80 e 120 profissionais em regime permanente.

O Que Dizem os Envolvidos

O governo de Mato Grosso do Sul apresentou a licitação como parte de um pacote de investimentos em saúde no interior do estado. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) destacou que a policlínica de Três Lagoas é uma das obras prioritárias do convênio com o governo federal via PAC Saúde.

"A policlínica vai mudar a realidade da saúde em Três Lagoas e em toda a região leste do estado. Pacientes que hoje precisam viajar centenas de quilômetros para uma consulta especializada terão atendimento na própria cidade", afirmou a SES em nota oficial.

Profissionais de saúde de Três Lagoas receberam o anúncio com cautela. A experiência com obras públicas na área de saúde no interior de MS inclui casos de atrasos, paralisações e unidades inauguradas sem equipamentos ou sem quadro de pessoal completo. A preocupação é que a policlínica seja construída, mas não entre em pleno funcionamento por falta de profissionais ou de insumos.

A Câmara Municipal de Três Lagoas acompanha o processo e cobrou do governo estadual um cronograma detalhado de execução. Vereadores da cidade argumentam que a população precisa de prazos concretos para cobrar resultados.

Próximos Passos

O processo licitatório segue o rito previsto na Lei nº 14.133/2021. Após a publicação do edital, as empresas interessadas terão prazo para apresentar propostas. A fase de habilitação e julgamento pode levar de 60 a 90 dias, dependendo da complexidade do processo e da existência de recursos administrativos.

Após a contratação da empresa vencedora, a obra terá prazo de execução definido em contrato — policlínicas de porte semelhante em outros estados levaram entre 18 e 24 meses para serem concluídas. Se o cronograma for cumprido, a unidade pode ser entregue entre o final de 2027 e o primeiro semestre de 2028.

A operação da policlínica dependerá da contratação de profissionais de saúde e da aquisição de equipamentos. O governo estadual precisará realizar concursos públicos ou processos seletivos para compor o quadro de pessoal, além de licitar a compra de equipamentos de imagem, mobiliário hospitalar e insumos.

O acompanhamento da obra pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS) e pelo Ministério Público será determinante para garantir que os R$ 23 milhões sejam aplicados conforme o projeto e dentro dos prazos estabelecidos.

Fechamento

A licitação de R$ 23 milhões para a policlínica de Três Lagoas representa um passo concreto na descentralização da saúde pública em Mato Grosso do Sul. O estado, que concentra a maior parte dos serviços especializados em Campo Grande, precisa ampliar a oferta no interior para atender uma população que cresce e se distribui por um território de mais de 357 mil quilômetros quadrados.

Para Três Lagoas, a policlínica é mais do que uma obra de saúde — é uma resposta a uma demanda que se acumula há anos e que afeta diretamente a qualidade de vida de 130 mil pessoas. O desafio agora é garantir que o projeto saia do papel dentro do prazo e que a unidade funcione com a estrutura e o pessoal necessários para cumprir sua missão.


Fontes e Referências

  • Campo Grande News (campograndenews.com.br)
  • Secretaria de Estado de Saúde de MS (saude.ms.gov.br)
  • Diário Oficial do Estado de Mato Grosso do Sul
  • IBGE — Estimativa Populacional 2025
  • Ministério da Saúde — PAC Saúde
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Publicado em 13 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: Campo Grande News (campograndenews.com.br)
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Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

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