O cenário eleitoral de 2026 em Mato Grosso do Sul já tem contornos definidos, com pelo menos quatro pré-candidatos ao governo do estado e uma disputa particularmente acirrada pelas duas vagas ao Senado Federal. As movimentações partidárias de março e início de abril aceleraram as articulações e é possível traçar o mapa político que se desenhará até outubro.
As informações compiladas são baseadas em pesquisas de intenção de voto, declarações públicas e movimentações partidárias registradas por veículos como Campo Grande News, Jota e Diário MS News.
Os pré-candidatos ao governo
A disputa pelo Palácio do Guanandi está centrada em quatro nomes, cada um representando um espectro político distinto:
| Pré-candidato | Partido | Posicionamento | Situação |
|---|---|---|---|
| Eduardo Riedel | PP | Centro-direita | Busca reeleição, favorito nas pesquisas |
| Fábio Trad | PT | Centro-esquerda | Palanque do governo federal |
| João Henrique Catan | Novo | Direita liberal | Saiu do PL para se lançar |
| Lucien Rezende | PSOL | Esquerda | Candidatura minoritária |
Eduardo Riedel (PP) lidera as pesquisas de intenção de voto e articula a maior coalizão do estado, reunindo PP, PL, União Brasil, Republicanos, PSDB, MDB e PSD. Com a federação "União Progressista" (PP + União Brasil) e a aliança com o PL de Reinaldo Azambuja, Riedel monta uma máquina eleitoral difícil de superar.
Fábio Trad (PT) foi oficializado como pré-candidato pelo Partido dos Trabalhadores, assumindo o papel de representante do governo federal no estado. Trad, que é deputado federal, tenta capitalizar a imagem do presidente Lula em MS — tarefa complexa em um estado tradicionalmente conservador.
João Henrique Catan (Novo) surpreendeu ao deixar o PL para se filiar ao Novo e se lançar como candidato ao governo. Catan aposta em um discurso de renovação política e gestão técnica, mas enfrentará o desafio de superar a falta de estrutura partidária do Novo no interior.
Lucien Rezende (PSOL) completa o quadro com uma candidatura posicionada à esquerda do PT, focada em pautas ambientais e de direitos humanos. Sua candidatura terá impacto marginal na correlação de forças, mas pode atrair votos de nicho que fariam falta ao PT.
A batalha pelo Senado
Se a corrida ao governo tem um favorito claro, a disputa pelas duas vagas ao Senado é um campo aberto. MS elegerá dois senadores em 2026, e pelo menos seis nomes de peso disputam as cadeiras:
| Pré-candidato | Partido | Base | Perfil |
|---|---|---|---|
| Reinaldo Azambuja | PL | Interior, base governista | Ex-governador, articulador |
| Nelsinho Trad | PSD | Campo Grande, base Federal | Senador busca reeleição |
| Capitão Contar | PL | Direita conservadora | Deputado estadual |
| Marcos Pollon | PL | Direita nacional | Deputado federal |
| Gianni Nogueira | PL | Direita | Pré-candidata |
| Vander Loubet | PT | Esquerda | Deputado federal |
O grande complicador é a concentração de pré-candidatos no PL: Azambuja, Contar, Pollon e Gianni disputam espaço dentro do mesmo partido. O PL precisará escolher, no máximo, dois nomes para as duas vagas — e a decisão promete gerar tensões internas significativas.
Reinaldo Azambuja aparece como favorito para uma das vagas, com o apoio declarado de Tereza Cristina e do próprio Riedel. Nelsinho Trad, atual senador pelo PSD, aposta na reeleição e mantém base sólida em Campo Grande.
A grande incógnita é quem será o segundo nome do PL: Capitão Contar tem apelo junto ao eleitorado bolsonarista, enquanto Marcos Pollon conta com apoio de lideranças nacionais do partido.
Pesquisas de intenção de voto
Pesquisas realizadas no primeiro trimestre de 2026 indicam que Riedel lidera com folga na disputa pelo governo, seguido por Fábio Trad em segundo lugar, mas com diferença significativa. Catan e Rezende aparecem com percentuais menores.
Para o Senado, há empate técnico frequente entre Azambuja, Nelsinho e Contar nas primeiras posições. A disputa pela segunda vaga é a mais incerta do estado.
Consequências para o eleitor
A campanha vai gerar promessas de investimento que precisam ser confrontadas com a capacidade financeira real do estado. MS receberá dezenas de milhões em fundo eleitoral — dinheiro público que financia a campanha dos candidatos.
Uma eventual troca de governo afetaria programas como o subsídio do diesel, o MS Digital e os investimentos em infraestrutura. A disputa entre governo e oposição pode paralisar a Assembleia Legislativa, atrasando projetos importantes.
O prazo para regularização de título eleitoral é 6 de maio de 2026. As convenções partidárias ocorrem entre julho e agosto, com registro de candidaturas em agosto e primeiro turno em outubro de 2026.
Fonte: Campo Grande News, Jota, Diário MS News, A Crítica, Ranking Pesquisa
