Pular para o conteúdo principal
Política, gestão pública e bastidores de MS
InstagramX/TwitterContato
BP
Bastidor PúblicoMS
PolíticaBastidoresPoder PúblicoTransparênciaAnáliseReportagem EspecialCampo Grande
BP
Bastidor Público
MS

Cobertura política investigativa e institucional de Mato Grosso do Sul. Bastidores do poder, gestão pública, transparência e análise política com resp...

FIXYT

Editorias

  • 🏛️ Política
  • 🔍 Bastidores
  • ⚖️ Poder Público
  • 📊 Transparência
  • 📐 Análise
  • 📰 Reportagem Especial
  • 🏙️ Campo Grande
  • 🌾 Interior MS
  • 🗳️ Eleições
  • 💬 Opinião

Institucional

  • Sobre o Bastidor Público
  • Contato
  • Anuncie
  • Todas as Tags
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade

Newsletter

Receba as principais notícias políticas de MS direto no seu e-mail.

© 2026 Bastidor Público MS. Todos os direitos reservados.

Campo Grande, MS · Brasil

  1. Início
  2. Bastidores
  3. PSDB define nova diretoria em MS com Caravina e mira eleições 2026
🔍 Bastidores

PSDB define nova diretoria em MS com Caravina e mira eleições 2026

Resolução de Aécio Neves coloca Pedro Caravina na presidência regional. Meta é eleger até cinco deputados estaduais e apoiar reeleição de Riedel.

Redação Bastidor Público9 de abril de 20268 min de leituraCampo Grande1339 palavras
PSDB define nova diretoria em MS com Caravina e mira eleições 2026

O Que Aconteceu

A Executiva Nacional do PSDB formalizou na quarta-feira (8) a criação de uma comissão provisória para comandar o partido em Mato Grosso do Sul. A resolução, assinada pelo presidente nacional Aécio Neves, coloca o deputado estadual Pedro Caravina na presidência regional. A vice-presidência ficou com Lia Nogueira. Paulo Duarte, recém-filiado ao PSDB vindo do PSB, assume como secretário-geral. A ex-senadora Marisa Serrano foi nomeada presidente de honra.

A comissão provisória passa a exercer as funções do diretório estadual e da executiva, com autonomia para tomar decisões estratégicas — de montagem de chapas a alianças eleitorais. O primeiro teste é outubro: Caravina quer eleger de quatro a cinco deputados estaduais, pelo menos um deputado federal e garantir o apoio do PSDB à reeleição do governador Eduardo Riedel (PP).

"Eu recebo essa missão com gratidão pela confiança do presidente nacional. É uma responsabilidade de tocar um partido como o PSDB no ano eleitoral", afirmou Caravina ao apurou o Bastidor Público.

A frase é protocolar. O cenário, nem tanto. O PSDB chega a 2026 aos trancos e barrancos — expressão usada por interlocutores ouvidos pela reportagem para descrever o estado da legenda em MS.

Contexto e Histórico

O PSDB já foi o partido mais poderoso de Mato Grosso do Sul. Governou o estado com José Orcírio Miranda dos Santos (Zeca do PT perdeu para o tucano André Puccinelli em 2006), elegeu senadores como Marisa Serrano e Delcídio do Amaral (que migrou depois), e manteve bancadas robustas na Assembleia Legislativa por mais de uma década. O auge foi entre 2007 e 2014, quando Puccinelli comandou o Executivo estadual por dois mandatos consecutivos.

A erosão começou em 2018. A derrota de Geraldo Alckmin na corrida presidencial e a ascensão do bolsonarismo esvaziaram o PSDB em todo o país. Em MS, lideranças migraram para o PL, o PP e o Republicanos — partidos que ofereciam mais tempo de TV, fundo eleitoral maior e proximidade com o governo federal de Jair Bolsonaro.

Na janela partidária de 2025-2026, o PSDB perdeu mais parlamentares. A bancada na ALMS, que já havia encolhido, ficou reduzida. Diretórios municipais no interior — especialmente em cidades médias como Dourados, Três Lagoas e Corumbá — perderam presidentes e vereadores para outras siglas.

O fundo eleitoral do PSDB acompanhou a queda. O valor distribuído aos partidos é proporcional à representação no Congresso Nacional. Com menos deputados federais e senadores, o PSDB recebe menos dinheiro para financiar campanhas — o que dificulta a atração de candidatos competitivos.

A resolução de Aécio Neves, criando comissão provisória em vez de convocar eleição interna, é sinal de que a direção nacional não confia na capacidade do partido em MS de se reorganizar sozinho. Comissões provisórias são instrumentos de intervenção: a cúpula nacional escolhe quem manda e define as regras do jogo.

Período Situação do PSDB em MS
2007-2014 Governo do estado (Puccinelli), maior bancada ALMS
2015-2018 Oposição ao governo Azambuja (PSDB), início da erosão
2019-2022 Perda de lideranças para PL e PP, bancada encolhe
2023-2025 Janela partidária esvazia diretórios municipais
Abril/2026 Comissão provisória, reconstrução sob Caravina

Impacto Para a População

Reestruturação partidária não muda o preço do arroz. Mas muda a composição da Assembleia Legislativa — e, por consequência, as leis que afetam o cotidiano do sul-mato-grossense.

Se o PSDB eleger quatro ou cinco deputados estaduais, como pretende Caravina, o partido volta a ter peso na base governista. Isso significa mais poder de barganha na aprovação de projetos, na indicação de cargos em secretarias e na destinação de emendas parlamentares para municípios onde o PSDB tem presença.

Para o eleitor, a questão é de representatividade. Um partido com bancada na ALMS pode pautar debates, apresentar projetos de lei e fiscalizar o Executivo. Um partido sem bancada é sigla de papel — existe no registro do TSE, mas não no dia a dia da política estadual.

Meta eleitoral PSDB-MS Alvo Situação atual
Deputados estaduais 4 a 5 Bancada reduzida após janela
Deputados federais Pelo menos 1 Sem representante competitivo definido
Apoio ao governo Reeleição de Riedel Confirmado por Caravina
Diretórios municipais Reconstrução no interior Esvaziados
Fundo eleitoral Proporcional à bancada federal Reduzido

O apoio à reeleição de Riedel é a moeda de troca. O governador, do PP, mantém base ampla e pode direcionar apoio logístico e político aos candidatos tucanos em troca de fidelidade legislativa. Nos bastidores, a aposta é que o PSDB funcione como partido satélite da base governista — sem protagonismo, mas com presença suficiente para manter relevância.

O risco para o eleitor é a diluição da oposição. Se o PSDB se acomoda na base de Riedel, sobra menos espaço para fiscalização independente do governo. O PT, com três deputados na ALMS, é a única oposição organizada — e não tem tamanho para barrar nada sozinho.

O Que Dizem os Envolvidos

Caravina apostou no discurso de retomada ao assumir a presidência regional:

"Eu tenho toda condição de retornar a ser um grande partido no Mato Grosso do Sul. É um partido que tem um diferencial a nível Brasil, foi o partido da redemocratização do país, da estabilização da economia com o Plano Real."

A fala mistura nostalgia com ambição. O Plano Real completou 32 anos em 2026. A redemocratização, 41. O eleitor de 25 anos não viveu nenhum dos dois. O desafio de Caravina é traduzir esse legado em votos — tarefa que exige mais do que memória histórica.

Lia Nogueira, vice-presidente da comissão, não se pronunciou publicamente. Paulo Duarte, secretário-geral, é a aposta de renovação: recém-filiado, vindo do PSB, traz consigo uma rede de contatos no interior que o PSDB perdeu nos últimos anos.

Marisa Serrano, presidente de honra, empresta o nome e o capital político de quem já foi senadora da República. A ex-parlamentar não tem pretensão de disputar cargo em 2026, segundo interlocutores, mas aceita o papel de madrinha da reconstrução.

Aécio Neves, que assinou a resolução de Brasília, não comentou publicamente a escolha de Caravina. O presidente nacional do PSDB enfrenta seus próprios problemas de imagem — condenações e processos judiciais que afastaram parte do eleitorado tucano — e delega a operação estadual a lideranças locais.

Nos corredores da ALMS, a leitura é pragmática. "O PSDB não vai liderar nada. Vai compor. Se conseguir eleger três, quatro deputados, já é vitória. O jogo grande é do PL e do PP", resumiu um parlamentar da base governista, sob condição de anonimato.

Próximos Passos

A comissão provisória tem até julho para montar as chapas de deputado estadual e federal. O prazo é curto. Caravina precisa encontrar candidatos competitivos em um cenário onde o fundo eleitoral do PSDB é menor do que o de PL, PP, MDB e Republicanos.

A primeira tarefa é reconstruir diretórios municipais. Sem estrutura local, o partido não consegue fazer campanha no interior — e é no interior que se decide a maioria das cadeiras da ALMS. Cidades como Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Ponta Porã e Nova Andradina precisam de presidentes de diretório e candidatos a vereador para dar capilaridade à legenda.

As convenções partidárias estão marcadas para julho. Até lá, o PSDB precisa definir se vai lançar candidato próprio ao Senado — hipótese remota, dado o tamanho atual do partido — ou se vai apoiar um nome da base governista em troca de espaço na chapa proporcional.

A aliança com Riedel é o ativo mais valioso. O governador pode incluir candidatos tucanos em eventos oficiais, direcionar agenda no interior e sinalizar apoio público — gestos que, em ano eleitoral, valem mais do que dinheiro de fundo partidário.

Fechamento

O PSDB de Mato Grosso do Sul tenta se reerguer com uma comissão provisória, metas ambiciosas e o nome de Marisa Serrano no papel timbrado. A realidade é menos glamorosa: partido esvaziado, fundo eleitoral minguado e dependência total da boa vontade do governo Riedel. Se Caravina entregar quatro deputados estaduais em outubro, terá feito mais do que o razoável com o que tem em mãos. Se não entregar, o PSDB em MS caminha para a irrelevância — destino que, há dez anos, ninguém no partido imaginaria possível.


Fontes e Referências

  • Campo Grande News (campograndenews.com.br)
  • Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (al.ms.gov.br)
  • Tribunal Superior Eleitoral (tse.jus.br)
PSDBPedro Caravinaeleições 2026Aécio Nevesreestruturação partidáriaALMS
Compartilhar:WFXT
Publicado em 9 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: Campo Grande News (campograndenews.com.br), ALMS (al.ms.gov.br)
RB
Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

@bastidorpublicoE-mail

Relacionadas

🔍

PL absorve 5 deputados e se torna maior bancada da Assembleia Legislativa de MS

há 18 dias
🔍

Advogada Carla Bernal assume MDB Mulher de Campo Grande e mira formação de lideranças para 2026

há 2 dias
🔍

Ex-secretário de Riedel revela frustrações após deixar o governo de MS

há 5 dias
🔍

Soraya Thronicke assume presidência do PSB em MS e embaralha alianças para 2026

há 10 dias

Receba as notícias

Os bastidores da política de MS direto no seu e-mail.

Transparência Pública

Acesse dados oficiais de MS

Portal da Transparência MS

Receitas, despesas, contratos e folha de pagamento do governo estadual.

Diário Oficial de MS

Publicações oficiais, nomeações, licitações e atos normativos.

TCE-MS — Tribunal de Contas

Auditorias, pareceres e julgamentos de contas públicas.

Assembleia Legislativa MS

Projetos de lei, votações, comissões e atividade parlamentar.

Links para portais oficiais do Governo de MS