Análise Estatística de Violência Intrafamiliar em MS
A Superintendência de Inteligência de Segurança Pública, vinculada à SEJUSP-MS, publicou os dados consolidados do monitoramento estatístico de violência doméstica relativos ao primeiro semestre. O relatório trouxe um alerta preocupante para as redes de apoio e segurança pública: houve um aumento significativo nas ocorrências em que os filhos figuram como autores de agressões físicas e verbais contra as próprias mães em Mato Grosso do Sul.
Historicamente, parceiros e ex-parceiros ocupavam as primeiras posições do ranking de agressores da Lei Maria Penha. Contudo, os dados atuais apontam que a violência intrafamiliar cometida por filhos contra mães idosas ou vulneráveis já representa a principal causa de acionamento das forças policiais em diversas delegacias especializadas do estado.
Fatores de Risco e Análise dos Dados Criminais
De acordo com o mapeamento da SEJUSP, a dependência química e a disputa por benefícios financeiros ou aposentadorias de genitoras estão entre os principais motivadores dessa modalidade de violência doméstica. Muitas mães hesitam em denunciar os próprios filhos à polícia devido ao vínculo maternal, o que gera subnotificação e agravamento progressivo dos casos de maus-tratos.
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) tem reformulado suas estratégias de atendimento para oferecer apoio psicossocial integral nos casos identificados como conflitos intrafamiliares recorrentes.
| Categoria Estatística | Dados Consolidados (1º Semestre) |
|---|---|
| Órgão Coletor | Superintendência de Inteligência - SEJUSP-MS |
| Indicador Crítico | Violência intrafamiliar física e psicológica contra mães |
| Principal Motivador | Dependência de substâncias e controle financeiro de idosas |
| Foco de Atendimento | Triagem e encaminhamento na DEAM de Campo Grande |
| Encaminhamento | Solicitação de medidas de distanciamento e reabilitação |
Medidas de Prevenção e Apoio à Família
- Acolhimento Multidisciplinar: Inclusão de assistentes sociais nas delegacias para mediar conflitos e avaliar grau de vulnerabilidade.
- Ações nas Delegacias da Mulher: Facilitação no registro de ocorrências para genitoras idosas com atendimento prioritário.
- Encaminhamento de Dependentes: Parcerias com centros de reabilitação e CAPS para tratamento de agressores usuários de drogas.
- Redes de Vizinhança: Incentivo para que vizinhos e familiares próximos denunciem abusos e agressões contra idosas pelo telefone 180.
A SEJUSP destaca que o enfrentamento dessa modalidade de crime exige um esforço integrado não apenas da polícia, mas também da assistência social e da comunidade civil organizada.
