
A repressão a crimes patrimoniais cibernéticos e fraudes no sistema bancário registrou uma importante ação corretiva no estado de Sergipe. Na manhã desta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, agentes da Delegacia de Crimes Cibernéticos da Polícia Civil do Estado de Sergipe (PCSE) deflagraram a "Operação Tarja Limpa" em bairros de Aracaju. A ação policial resultou no desmantelamento de uma associação criminosa especializada em clonagem de cartões de crédito e débito por meio da instalação de aparelhos "chupa-cabras" (skimmers) em terminais de autoatendimento. Três homens foram detidos em flagrante na central de falsificação operada pelo grupo.
Os investigadores apreenderam maquinários de gravação magnética, laptops com softwares de codificação, dezenas de cartões prontos para uso fraudulento e R$ 15.000 em dinheiro obtido de saques ilícitos.
O Que Aconteceu
As investigações da delegacia especializada de Sergipe iniciaram-se há sessenta dias, após seguidos registros de queixas de correntistas que notaram saques em espécie e compras virtuais atípicas lançadas em seus extratos bancários sem o extravio físico de seus cartões em Aracaju. Analisando as datas e locais das transações de saque informadas pelas vítimas, os investigadores cibernéticos traçaram um padrão comum indicando que todas haviam utilizado caixas eletrônicos específicos situados no bairro Atalaia.
Policias disfarçados inspecionaram os terminais e localizaram os dispositivos skimmers de cor cinza perfeitamente encaixados sobre a boca original de inserção do cartão dos caixas, imperceptíveis para usuários comuns.
Através do monitoramento de câmeras de segurança, os policiais identificaram a dupla de "instaladores" que realizava a colocação e retirada dos leitores clandestinos sempre nos finais de semana. Na manhã de hoje, com mandados de busca emitidos pela comarca criminal de Aracaju, equipes civis cercaram dois apartamentos nos bairros Jardins e Atalaia. Os suspeitos de 26, 29 e 31 anos foram flagrados programando novas placas de circuitos integrados conectados a laptops. No local, foram recolhidos 85 cartões com tarjas magnéticas virgens e chips eletrônicos sobressalentes. Os três foram autuados por furto eletrônico qualificado mediante fraude.
Contexto e Histórico
A capital Aracaju atua como um polo turístico de destaque na Região Nordeste, registrando grande fluxo de visitantes que utilizam caixas de autoatendimento bancário nos finais de semana. A facilidade de clonar cartões magnéticos e capturar senhas com câmeras microscópicas alimenta redes de estelionato cibernético que fracionam os lucros em compras eletrônicas de celulares e bens de luxo fáceis de revender.
A PCSE conta com núcleos de investigação de inteligência tecnológica focados em rastrear as contas digitais de "laranjas" usadas pelos estelionatários para desviar saldos obtidos em caixas clonados de Aracaju. O bloqueio célere desses recursos financeiros exige cooperação direta com os setores antifraude de bancos privados e cooperativas de crédito.
Esta repressão qualificada a quadrilhas de fraude digital em Sergipe ocorre em sintonia com outras grandes operações de segurança de eixos comerciais e barreiras de trânsito executadas no Brasil, a exemplo da recente apreensão pela PRF na rodovia BR-262 em Corumbá (MS) de 195,8 kg de cocaína ocultos em fundo falso de caminhão boiadeiro, comprovando os esforços das polícias estaduais e federais em asfixiar o financiamento de redes criminosas que atuam no roubo patrimonial, tráfico interestadual de entorpecentes e fraudes eletrônicas em todo o território nacional de forma coordenada.
Impacto Para a População
A desarticulação da central de clonagem em Aracaju reduz a quantidade de caixas eletrônicos violados nos bairros turísticos, protegendo moradores e turistas de terem seus saldos e limites de crédito esgotados por fraudes silenciosas. O bloqueio judicial de R$ 95.000 em contas digitais assegura fundos para o ressarcimento parcial das perdas financeiras das vítimas.
Apresentamos a seguir dados operacionais sobre fraudes de cartões e repressão aos crimes cibernéticos em Sergipe no período de 2025–2026:
| Parâmetro de Investigação Digital (Aracaju/SE) | Casos Catalogados em 2025 | Resultados de 2026 (Parcial) | Impacto da Repressão Tecnológica |
|---|---|---|---|
| Denúncias de Cartões Clonados na Capital | 840 casos notificados | 1.240 ocorrências | Necessidade de verificação física de caixas |
| Dispositivos Skimmers (Chupa-Cabra) Retidos | 12 aparelhos | 28 leitores apreendidos | Redução de fraudes em terminais físicos |
| Saldos Bloqueados Judicialmente (R$) | R$ 120.000 retidos | R$ 320.000 bloqueados | Ressarcimento de prejuízos de clientes |
| Prisões de Estelionatários Digitais | 9 detidos na capital | 18 indiciamentos penais | Desmonte das redes de desvio rápido |
O Que Dizem os Envolvidos
O delegado da Delegacia de Crimes Cibernéticos da PCSE ressaltou as precauções necessárias ao utilizar terminais bancários físicos:
"A nossa operação 'Tarja Limpa' desmantelou a central do grupo que clonava cartões no bairro Atalaia, mas a prevenção principal continua com o cidadão. Ao utilizar um caixa eletrônico em Aracaju, verifique se a fenda de inserção do cartão apresenta folgas ou se há alguma peça plástica sobreposta instalada. Sempre cubra o teclado numérico com a outra mão ao digitar a sua senha de segurança para inibir as gravações das microcâmeras dos criminosos." — Delegacia de Crimes Cibernéticos.
A defesa dos suspeitos detidos nos apartamentos em Aracaju manifestou-se afirmando a inocência em relação à autoria das fraudes bancárias:
"Nossos clientes operavam uma microempresa comercial regular de manutenção eletrônica de placas e chips e desconheciam que os insumos e computadores portáteis apreendidos estavam associados a qualquer atividade ilegal de clonagem de cartões de correntistas em Sergipe. A defesa provará na instrução processual civil que as transações financeiras de suas contas tratavam-se de pagamentos legítimos." — Nota da Defesa Técnica.
Próximos Passos
Os três indiciados por furto qualificado por fraude eletrônica e associação criminosa permanecerão detidos preventivamente na Cadeia Pública de Estância, no interior de Sergipe, à disposição do Poder Judiciário.
Peritos da Polícia Civil analisarão os discos rígidos dos laptops e celulares apreendidos para mapear a rede de laranjas que vendiam contas digitais para pulverização do dinheiro das fraudes.
A PCSE divulgará cartilhas de alerta preventivo em parceria com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nas agências de Aracaju para educar usuários sobre golpes nos caixas eletrônicos.
Fechamento
O portal Bastidor Público continuará apurando ativamente as investigações contra fraudes tecnológicas e golpes cibernéticos em Sergipe e Nordeste. A tranquilidade nas transações financeiras e a proteção de depósitos de cidadãos exigem o fortalecimento da segurança bancária e o policiamento cibernético rigoroso contra quadrilhas organizadas.
Correntistas que identificarem saques ou compras não autorizadas em seus cartões devem registrar boletim de ocorrência eletrônico imediatamente e contestar os valores junto ao respectivo banco emissor.



