O Que Aconteceu
A construção da ponte internacional sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), atingiu 90% de execução segundo relatório da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de MS).
A obra, peça central da Rota Bioceânica, é uma das maiores estruturas de engenharia em construção no Brasil. Com 680 metros de extensão, a ponte estaiada vai conectar os dois países e abrir um novo corredor logístico entre o Atlântico e o Pacífico.
O Beijo das Aduelas
O próximo marco da obra é o chamado "beijo das aduelas" — o momento em que as duas extremidades da estrutura se encontram no centro do rio. O evento está previsto para o final de maio e será celebrado com cerimônia binacional.
As aduelas são os blocos pré-moldados de concreto que formam o tabuleiro da ponte, avançando simultaneamente a partir das margens brasileira e paraguaia.
Obras de Acesso
Em paralelo à ponte, seguem em execução as obras de acesso rodoviário no lado brasileiro:
- Contorno de Porto Murtinho — via de 12 km que desviará o tráfego de cargas do centro urbano
- Restauração da MS-384 — trecho de 85 km entre Jardim e Porto Murtinho
- Viadutos e interseções — adequação de cruzamentos na região
O investimento total no complexo rodoviário da Rota Bioceânica em MS ultrapassa R$ 1,2 bilhão, somando recursos estaduais, federais e do Banco Mundial.
Impacto Econômico
A conclusão da ponte e da rota deve transformar a economia de Porto Murtinho e da região. O município de 17 mil habitantes já registra valorização imobiliária e aumento da atividade comercial em antecipação à inauguração.
Estudos da Semadesc estimam que a rota pode reduzir em até 30% o custo do transporte de grãos e proteína animal de MS para mercados asiáticos, comparado ao trajeto atual via portos do Sudeste.
O Que Esperar
A inauguração da ponte está prevista para agosto de 2026, com presença dos presidentes do Brasil e do Paraguai. O trecho completo da Rota Bioceânica, incluindo os segmentos no Paraguai e na Argentina, deve estar operacional até o primeiro semestre de 2027.
