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📐 Análise

Contas públicas de MS sob pressão: gastos crescem mais rápido que receitas em 2026

Relatório do TCE-MS aponta que despesas do governo estadual cresceram 12,4% no primeiro trimestre enquanto arrecadação subiu apenas 6,7%, colocando o equilíbrio fiscal em risco.

Redação Bastidor Público24 de abril de 20268 min de leituraCampo Grande639 palavras
Contas públicas de MS sob pressão: gastos crescem mais rápido que receitas em 2026

Análise: Gastos de MS Crescem o Dobro da Arrecadação no 1º Trimestre de 2026

Um relatório do Tribunal de Contas de MS (TCE-MS) divulgado nesta quinta-feira, 24 de abril, acende um sinal amarelo para as finanças estaduais: no primeiro trimestre de 2026, as despesas do governo Riedel cresceram 12,4% em relação ao mesmo período de 2025, enquanto a arrecadação subiu apenas 6,7%.

A diferença de ritmo entre receitas e gastos gerou um déficit primário de R$ 380 milhões no trimestre — o maior desde 2020, quando a pandemia de Covid-19 pressionou as contas públicas de todo o país.

Relatório de contas públicas de Mato Grosso do Sul em 2026 — pressão fiscal crescente

O Que Aconteceu

O TCE-MS publicou o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) do primeiro trimestre, documento obrigatório pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Os números mostram:

  • Receitas: R$ 6,2 bilhões arrecadados (+6,7%)
  • Despesas: R$ 6,58 bilhões liquidados (+12,4%)
  • Déficit primário: R$ 380 milhões
  • Gastos com pessoal: 54,8% da Receita Corrente Líquida (limite LRF: 60%)
  • Dívida consolidada: R$ 9,2 bilhões

O principal impulsionador dos gastos foi o reajuste salarial de 18,77% concedido aos servidores estaduais, que adicionou R$ 280 milhões à folha de pagamento no trimestre. A epidemia de chikungunya também pesou: R$ 85 milhões em gastos extraordinários em saúde pública.

Contexto

MS historicamente tem sido um dos estados com melhor gestão fiscal da região Centro-Oeste. Em 2024 e 2025, o estado encerrou os anos com superávit primário — um resultado que o governo Riedel usou como argumento para o reajuste salarial dos servidores concedido no início de 2026.

O problema é que o reajuste foi aprovado em um momento em que a arrecadação mostrava sinais de desaceleração. O crescimento do PIB estadual projeta para 2026 fica abaixo do esperado por causa de:

  • Queda nos preços internacionais da soja (impacto no agronegócio)
  • Redução na produção de etanol por causa da seca no Sudoeste do estado
  • Inflação elevada comprimindo o consumo das famílias

Impacto na Gestão Pública

Aspecto 1T2025 1T2026 Variação
Receitas R$ 5,81 bi R$ 6,20 bi +6,7%
Despesas R$ 5,86 bi R$ 6,58 bi +12,4%
Déficit primário -R$ 50 mi -R$ 380 mi -660%
Folha de pessoal 50,2% RCL 54,8% RCL +4,6pp

O Que Dizem as Partes

A Secretaria de Estado de Fazenda (SEFAZ-MS) emitiu nota minimizando os dados, argumentando que "o primeiro trimestre é historicamente desfavorável à arrecadação e que o estado manterá o equilíbrio fiscal ao longo do ano". A secretaria projeta que a arrecadação vai acelerar no segundo semestre, com o aumento da produção agropecuária e a regularização do ICMS sobre combustíveis.

O TCE-MS, porém, foi mais cauteloso. Em nota técnica enviada ao governador, o órgão recomendou "revisão das projeções fiscais para o segundo semestre e contingenciamento de despesas discricionárias até que a arrecadação retome o ritmo projetado na LOA".

A oposição na ALEMS usou os dados para cobrar explicações do governo. O deputado Paulo Duarte (PT) protocolou requerimento convocando o secretário da Fazenda para uma audiência pública sobre as contas do estado.

Análise do Bastidor Público

O apurou o Bastidor Público que, nos bastidores do governo, há preocupação real com o cenário fiscal. Fontes próximas à SEFAZ admitem que o segundo semestre de 2026 vai exigir "escolhas difíceis" — eufemismo para cortes em investimentos não prioritários.

O timing político é delicado: o governo não pode reverter o reajuste dos servidores (seria suicídio político com eleições em outubro), mas também não pode deixar as contas deteriorar ao ponto de violar a LRF, o que geraria intervenção do Tesouro Nacional e restrições no acesso a crédito.

A saída mais provável, segundo fontes do setor econômico do governo, é uma combinação de aceleração nas receitas próprias (cobrança da dívida ativa, revisão de isenções fiscais) e contingenciamento de R$ 200 a R$ 300 milhões em despesas de capital no segundo semestre.

Próximos Passos

O RREO do 2º trimestre — que sairá em julho — será o indicador definitivo de se o estado está conseguindo reequilibrar as contas. O TCE-MS deverá realizar audiência pública sobre as contas em maio.


Fontes: Campo Grande News · TCE-MS (RREO 1T2026) · SEFAZ-MS (nota oficial)

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Publicado em 24 de abril de 2026 às 00:00
Fonte: TCE-MS / Campo Grande News
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Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

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