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GAECO deflagra Operação Mão Dupla e apura esquema de corrupção em Coronel Sapucaia

Segunda fase da Operação Pretense cumpre 23 mandados de busca e 13 medidas cautelares em quatro cidades de MS. Ex-prefeito está entre os alvos da investigação.

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Por Redação Bastidor Público
Publicado em 5 de abril de 2026 às 00:00
Coronel Sapucaia / Amambai / Ponta Porã / Caarapó8 min de leitura
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Operação do GAECO em município do interior de MS — Foto: Ilustrativa/Bastidor Público
Operação do GAECO em município do interior de MS — Foto: Ilustrativa/Bastidor Público

GAECO deflagra Operação Mão Dupla e apura esquema de corrupção em Coronel Sapucaia

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou em 31 de março de 2026 a Operação Mão Dupla, segunda fase da Operação Pretense. A ação investiga esquema de corrupção, fraudes em licitações, peculato-desvio e pagamentos irregulares em contratos públicos na prefeitura de Coronel Sapucaia, município da fronteira sul-mato-grossense.

Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, 13 medidas cautelares (incluindo tornozeleira eletrônica e proibição de acesso a prédios públicos), dois mandados de busca pessoal e dois afastamentos de função pública. As ações ocorreram simultaneamente em Coronel Sapucaia, Amambai, Ponta Porã e Caarapó.

Alvos e Esquema Investigado

A investigação aponta que agentes políticos, secretários municipais, servidores públicos e empresários participavam de esquema envolvendo:

  • Fraudes em licitações: processos licitatórios direcionados para empresas específicas
  • Peculato-desvio: desvio de recursos públicos por meio de contratos superfaturados
  • Empresas de fachada: companhias sem estrutura operacional (sem sede, patrimônio ou funcionários) que firmaram contratos milionários com a prefeitura
  • Obras de baixa qualidade: uso de materiais reaproveitados em obras públicas

Entre os alvos da segunda fase estão o ex-prefeito Rudi Paetzold e sua filha, além de outros investigados ligados à administração municipal.

O Nome da Operação

O nome "Mão Dupla" faz referência ao bordão que teria sido utilizado por um agente político investigado durante tratativas ilegais: "Você me ajuda, que eu te ajudo". Já o nome da primeira fase, "Pretense" (do inglês "falsa aparência"), remete às empresas de fachada identificadas na investigação.

Contexto

A operação é desdobramento de investigação iniciada em dezembro de 2024, quando a primeira fase da Operação Pretense revelou indícios de esquema de contratação irregular na administração municipal. Segundo o MPMS, empresas pertencentes a um grupo familiar firmaram contratos estimados em dezenas de milhões de reais ao longo de anos.

Dado Detalhe
Mandados de busca 23
Medidas cautelares 13
Afastamentos de função 2
Cidades atingidas 4 (C. Sapucaia, Amambai, Ponta Porã, Caarapó)
Início da investigação Dezembro de 2024

Análise do Bastidor Público

A Operação Mão Dupla expõe um padrão recorrente em municípios pequenos da fronteira: a captura da máquina pública por grupos familiares que monopolizam contratos e licitações. A ausência de fiscalização efetiva — tribunais de contas com estrutura limitada, imprensa local frágil — facilita esquemas que se perpetuam por mandatos sucessivos.

O GAECO do MPMS tem se destacado nacionalmente por operações nessa linha. A investigação iniciada em 2024 demonstra trabalho de inteligência de longo prazo, não de ação midiática.

Para o cidadão de Coronel Sapucaia, o impacto vai além do aspecto criminal: obras públicas de baixa qualidade significam estradas que se deterioram rapidamente, prédios públicos com riscos estruturais e serviços que não chegam a quem precisa.

Próximos Passos

  • Análise do material apreendido pelo GAECO
  • Possível oferecimento de denúncia pelo MPMS à Justiça
  • Acompanhamento das medidas cautelares impostas aos investigados

Perguntas Frequentes

O que é o GAECO?

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado é um órgão do Ministério Público estadual especializado no combate ao crime organizado e à corrupção. Atua com equipes multidisciplinares compostas por promotores, policiais e auditores.

Os investigados já foram condenados?

Não. A operação está na fase investigativa. As medidas judiciais cumpridas (busca, apreensão, cautelares) são ações de investigação, não de condenação. Os investigados são considerados inocentes até eventual trânsito em julgado de sentença condenatória.

O que acontece com as obras feitas com materiais de baixa qualidade?

Caso comprovada a fraude, o MPMS pode ajuizar ação civil pública para obrigar os responsáveis a ressarcir o erário e reconstruir as obras com materiais adequados, além de responderem criminalmente.


Fontes: Ministério Público de MS (MPMS), Campo Grande News, Capital News, Investiga MS, Rural News MS, Portal da Cidade

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Fonte: MPMS, Campo Grande News, Capital News, Investiga MS, Rural News MS
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