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PL reúne Riedel, Flávio e Tereza Cristina em ato de unidade em Campo Grande

Encontro no diretório do PL juntou governador, senadores e pré-candidatos para demonstrar força da coalizão de centro-direita em MS.

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Por Redação Bastidor Público
Publicado em 11 de abril de 2026 às 00:00
Campo Grande8 min de leitura
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PL reúne Riedel, Flávio e Tereza Cristina em ato de unidade em Campo Grande

Na manhã de sexta-feira (10), o diretório do PL no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande, reuniu o que a direita e o centro de Mato Grosso do Sul têm de mais expressivo em termos de mandatos e articulação. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, sentou-se ao lado do governador Eduardo Riedel (PP), da senadora Tereza Cristina (PP-MS) e do ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), pré-candidato ao Senado.

O recado era um só: unidade. E foi repetido por cada um dos presentes, com variações de tom, mas sem divergência de conteúdo.

O Que Aconteceu

Azambuja convocou todos os pré-candidatos da coligação — deputados federais, estaduais e lideranças municipais — para o encontro. A ideia, segundo ele, era que Flávio Bolsonaro conhecesse de perto os nomes que vão "empunhar a bandeira" do grupo nas urnas.

O ato teve formato de reunião ampliada, sem palanque formal, mas com microfone aberto para as principais lideranças. Riedel falou por cerca de dez minutos. Tereza Cristina foi breve e direta. Azambuja fez o papel de anfitrião e articulador. Flávio encerrou com discurso de 15 minutos, alternando críticas ao governo Lula e acenos ao eleitorado do interior.

Os secretários estaduais Flávio Cesar Oliveira (Fazenda) e Rodrigo Perez (Governo e Gestão Estratégica) marcaram presença — sinal de que o governo do estado não apenas apoia, mas participa ativamente da construção da chapa.

Contexto e Histórico

A coalizão que se apresentou no diretório do PL não surgiu na sexta-feira. Ela vem sendo montada desde a janela partidária de março, quando o PL absorveu cinco deputados estaduais e se tornou a maior bancada da Assembleia Legislativa de MS. Com o PP de Riedel e o União Brasil, o bloco controla mais de dois terços das cadeiras no Legislativo.

O alinhamento entre PL e PP em MS é anterior a 2026. Riedel foi eleito governador em 2022 com apoio de Jair Bolsonaro e manteve a aliança ao longo do mandato. Tereza Cristina, que foi ministra da Agricultura no governo Bolsonaro, é a ponte entre os dois partidos e entre o agronegócio e a política institucional.

Partido Liderança principal Posição em 2026
PL Reinaldo Azambuja Pré-candidato ao Senado
PP Eduardo Riedel Busca reeleição ao governo
PP Tereza Cristina Senadora, possível vice de Flávio
União Brasil Rose Modesto Articulação da federação com PP
Republicanos Aliados locais Composição de chapa proporcional

A federação entre PP e União Brasil, chamada "União Progressista", já foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e permite que os dois partidos operem como legenda única nas eleições. Isso amplia o quociente eleitoral e fortalece as chapas proporcionais.

Impacto Para a População

A demonstração de força política tem consequências práticas. Um bloco coeso no Legislativo estadual e com representação forte no Congresso facilita a aprovação de projetos e a liberação de recursos federais para MS.

Área Recurso articulado Status
Rodovias US$ 200 milhões (Banco Mundial) Assinatura prevista para 14/04
Saúde em Dourados R$ 23,8 milhões Portarias publicadas em 10/04
Emendas para Campo Grande R$ 24,8 milhões (Nelsinho Trad) Em execução
Programa Rodar MS R$ 340 milhões em recursos próprios Em andamento

O risco, apontado por analistas, é a redução da fiscalização. Com a oposição reduzida a dois ou três deputados na Assembleia, o controle sobre gastos públicos e contratos do governo estadual fica comprometido. O cientista político Daniel Miranda, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), observa que "ser oposição normalmente não é algo que carreia voto para o deputado estadual" — o que perpetua o ciclo de governismo.

Para o eleitor, a polarização entre o bloco de Riedel-Flávio e o PT de Fábio Trad-Vander Loubet define as opções nas urnas. Quem vota no agro, na segurança e na crítica ao governo federal tende a se alinhar ao PL-PP. Quem prioriza políticas sociais, saúde pública e direitos trabalhistas encontra no PT a alternativa.

O Que Dizem os Envolvidos

Riedel foi o mais incisivo nas críticas ao governo federal. Disse que o PL "conseguiu furar a bolha" de uma agenda que dominou o Brasil por 20 anos e que MS é exemplo de atenção a pautas sociais e ambientais — áreas que a esquerda reivindica como suas.

"Olha o que está acontecendo em MS? Ferindo a economia do país como solução para aquilo de negativo que ele próprio criou. Esse trabalho é que este time está preparado para enfrentar."

Tereza Cristina classificou o momento como "renascimento da esperança" e reforçou a adesão ao projeto de Flávio.

Azambuja pediu pragmatismo: "Aqui temos que entender que para ganhar eleição temos que somar e não dividir." E confirmou que a visita de Flávio faz parte de uma agenda nacional que inclui passagem pelo Rio Grande do Sul na sequência.

Flávio disse que pretende construir "uma aliança ampla" e que a definição do vice será feita "com muita calma". Elogiou Tereza Cristina como "a melhor ministra" do governo Bolsonaro, mas não a confirmou na chapa.

Próximos Passos

  • Maio de 2026: Flávio Bolsonaro retorna a MS para a Expoagro de Dourados.
  • Julho-agosto: Convenções partidárias definem oficialmente os candidatos.
  • Até agosto: Definição da segunda vaga do PL ao Senado, por pesquisa.
  • 4 de outubro: Primeiro turno das eleições gerais.

Fechamento

O ato no diretório do PL em Campo Grande foi menos sobre propostas e mais sobre demonstração de força. A mensagem que saiu do bairro Chácara Cachoeira é que a direita e o centro em MS estão alinhados, organizados e com estrutura para disputar todas as vagas em outubro. Resta saber se a unidade resistirá à pressão das convenções e à definição das chapas proporcionais — momento em que interesses individuais costumam testar os limites de qualquer aliança.


Fontes e Referências

  • Campo Grande News (campograndenews.com.br) — "Riedel, Flávio Bolsonaro e aliados criticam governo e pedem união", 10 de abril de 2026
  • Campo Grande News — "Flávio diz que não copiará estilo do pai: todo mundo que tentou, se deu mal", 10 de abril de 2026
  • Campo Grande News — "Azambuja defende Flávio como nome do agro e cobra agenda de infraestrutura", 10 de abril de 2026

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Fonte: Campo Grande News (campograndenews.com.br)
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