Ação Integrada de Combate às Facções em Minas Gerais
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MG), coordenada pela Polícia Federal e composta pelas Polícias Civil, Militar e Penal de Minas Gerais, deflagrou a Operação Red Flag. O objetivo principal da ofensiva foi desarticular uma organização criminosa estruturada de forma piramidal que controlava o tráfico interestadual de entorpecentes, comércio ilegal de armas de fogo de grosso calibre e a execução de homicídios encomendados na região leste de Minas Gerais.
A investigação durou cerca de dez meses e apontou que a liderança do grupo, mesmo de dentro de uma unidade penitenciária do Rio de Janeiro, gerenciava a distribuição de drogas em Governador Valadares e arredores.
Cumprimento de Mandados e Cooperação Interestadual
Com a mobilização de mais de 120 policiais, as equipes cumpriram mandados judiciais de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pela Vara Criminal de Governador Valadares. As buscas ocorreram de forma coordenada nos municípios mineiros de Governador Valadares e Formiga, no município paulista de Campinas, e na ala de segurança máxima do Complexo Penitenciário de Bangu III, no Rio de Janeiro, onde o chefe da organização estava custodiado.
Durante as vistorias, foram arrecadados celulares, anotações de contabilidade financeira da facção, dinheiro em espécie e veículos de luxo adquiridos com o proveito das atividades criminosas.
| Dados da Operação | Detalhes Técnicos da Operação Red Flag |
|---|---|
| Coordenação Geral | Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MG) |
| Área Geográfica | Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro |
| Cidades Chave | Governador Valadares (MG), Formiga (MG) e Campinas (SP) |
| Delitos Investigados | Tráfico de Drogas, Comércio Ilegal de Armas e Lavagem |
| Efetivo Mobilizado | 120 Policiais Federais, Civis, Militares e Penais |
Diretrizes de Atuação da FICCO/MG
- Integração de Inteligência: Compartilhamento imediato de informações biométricas e cadastrais entre as polícias estaduais e federais.
- Bloqueio de Comunicação: Varreduras e fiscalizações rigorosas nas celas penitenciárias de lideranças isoladas.
- Asfixia Patrimonial: Rastreio e bloqueio judicial de contas bancárias de empresas utilizadas para ocultar dinheiro da facção.
- Presença Territorial: Intensificação do patrulhamento preventivo em bairros com altos índices de homicídios associados ao narcotráfico.
A FICCO/MG reiterou que a união de esforços das forças de segurança estaduais e federais é a estratégia definitiva para neutralizar facções criminosas interestaduais.
