O desenvolvimento urbano e a mobilidade de Mato Grosso do Sul ganharam um importante impulso neste dia 15 de setembro de 2026 com a assinatura da ordem de serviço pelo Governo do Estado para a execução de obras estruturantes de reordenamento viário, pavimentação e drenagem pluvial em corredores de elevado tráfego da Capital. A intervenção direta atende a reivindicações históricas de moradores e motoristas que trafegam entre a região norte de Campo Grande e as saídas para os municípios vizinhos.
Com o crescimento demográfico acelerado e a expansão da frota veicular em Campo Grande nos últimos anos, gargalos operacionais em cruzamentos de grandes avenidas passaram a exigir intervenções de engenharia de tráfego robustas. O investimento assinado pela administração estadual viabiliza soluções permanentes para trechos de alta saturação, integrando segurança viária, acessibilidade para pedestres e facilidade para a circulação do transporte coletivo urbano.
O Que Aconteceu
Na manhã desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Poder Executivo Estadual formalizou a assinatura da ordem de serviço que autoriza o início imediato dos trabalhos de reordenamento viário no complexo do cruzamento entre a Avenida Euler de Azevedo e a Avenida Tamandaré. O ato público contou com a presença de secretários de Estado, engenheiros da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEILOG), lideranças comunitárias e vereadores da Capital.
O projeto executivo de engenharia prevê a reconfiguração completa das faixas de rolamento no cruzamento, eliminando conflitos de conversão à esquerda que geravam longas filas em horários de pico. Além do recapeamento asfáltico em CBUQ (Cálculo Asfáltico Usinado a Quente), a obra engloba a implantação de uma nova rede subterrânea de captação de águas pluviais com galerias de grande diâmetro, destinadas a acabar com os alagamentos recorrentes no trecho.
Paralelamente à intervenção na Capital, a sanção governamental liberou a continuidade das obras de pavimentação em trechos urbanos de comarcas do interior, como a MS-345 em Aquidauana e projetos de infraestrutura em Caarapó. O plano garante que o desenvolvimento viário acompanhe o ritmo de crescimento de todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
Contexto e Histórico
A região norte de Campo Grande, onde se cruzam as avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré, conecta importantes bairros residenciais, universidades e complexos militares à Rodovia MS-080, que liga a Capital a municípios como Corguinho e Rochedo. Nas últimas duas décadas, o fluxo de veículos no local quadruplicou, superando a marca de 45 mil veículos diariamente nos dias úteis.
Durante anos, engenheiros de tráfego e moradores locais apontavam que apenas intervenções paliativas na sinalização não seriam suficientes para resolver a saturação no cruzamento. Nos meses de chuva intensa, a ausência de uma rede de drenagem dimensionada para a vazão atual causava o acúmulo de enxurradas, deteriorando o pavimento e aumentando o risco de acidentes automobilísticos.
A decisão de incluir a intervenção urbana no cronograma prioritário de investimentos estaduais decorre de estudos técnicos de mobilidade que dialogam com os planos de expansão do estado. Medidas similares de modernização viária e fiscalização pública foram recentemente documentadas nas diretrizes do TRE-MS e acompanhadas pelas normativas do Governo do Estado de MS. Com o orçamento garantido pela SEILOG, o projeto sai do papel para a fase de execução de canteiro.
Impacto Para a População
O reordenamento viário e as obras de pavimentação trarão transformações profundas na rotina da população da Capital e dos motoristas que utilizam as rodovias estaduais. Moradores dos bairros São Francisco, Coophasul, Monte Castelo e Nasser serão diretamente beneficiados com a redução do tempo de deslocamento nos horários de pico, diminuindo a emissão de poluentes e o estresse no trânsito.
Além do impacto direto na mobilidade dos automóveis e ônibus do transporte coletivo, a obra prioriza a mobilidade ativa. O projeto contempla a construção de novas calçadas com piso tátil acessível para pessoas com deficiência, além da expansão de trechos cicloviários sinalizados, permitindo o deslocamento seguro de trabalhadores e estudantes que utilizam a bicicleta como meio de transporte diário.
A tabela a seguir apresenta os dados comparativos entre a estrutura viária atual do entroncamento e os benefícios projetados após a conclusão completa das obras de engenharia:
| Parâmetro de Mobilidade Urbana | Situação Atual (Pré-Intervenção) | Projeto Executivo (Pós-Obra 2027) | Benefício Direto para o Cidadão |
|---|---|---|---|
| Capacidade de Tráfego Horário | 2.200 veículos/hora (Saturado) | 4.800 veículos/hora | Fim dos congestionamentos de pico na região norte |
| Tempo de Espera em Semáforos | Média de 6 a 8 minutos | Média inferior a 1,5 minuto | Redução significativa no tempo de viagem para o trabalho |
| Capacidade de Drenagem Pluvial | Galerias antigas subdimensionadas | Tubulação reforçada de 1.500mm | Eliminação total de alagamentos e enxurradas na pista |
| Infraestrutura Ciclística | Inexistente no trecho do entroncamento | 2,4 km de ciclovia integrada | Segurança total para ciclistas e pedestres |
O Que Dizem os Envolvidos
Em pronunciamento oficial durante o ato de assinatura da ordem de serviço, gestores estaduais e engenheiros responsáveis pelo projeto ressaltaram o compromisso com a qualidade das obras públicas:
"Esta intervenção no cruzamento da Euler de Azevedo com a Tamandaré é uma demonstração clara de que o investimento público precisa estar onde as pessoas realmente necessitam. Estamos aplicando engenharia moderna de tráfego e drenagem profunda para resolver um problema que se arrastava há anos, garantindo segurança e mobilidade para milhares de trabalhadores que passam por aqui diariamente."
— Porta-voz da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEILOG)
Lideranças comunitárias da região norte de Campo Grande também celebraram o início oficial dos trabalhos de pavimentação e reordenamento:
"Moradores e comerciantes da região esperavam por essa obra há muito tempo. Nos dias de chuva forte, o cruzamento ficava perigoso pela água acumulada, e nos horários de pico o trânsito travava completamente. Saber que as máquinas já estão no local para começar as obras de drenagem e recapeamento traz um sentimento enorme de alívio e respeito pela nossa comunidade."
— Liderança Comunitária do Bairro Coophasul
Próximos Passos
Com a ordem de serviço devidamente assinada, a empreiteira vencedora do processo licitatório inicia a montagem do canteiro de obras e o isolamento de segurança dos primeiros trechos de intervenção. A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (AGETRAN) em conjunto com a Polícia Militar de Trânsito (BPTran) divulgará rotas alternativas e desvios temporários para orientar os motoristas durante as etapas iniciais de escavação da rede de drenagem.
As etapas da obra serão divididas em fases sequenciais para minimizar os transtornos ao tráfego urbano. Na primeira fase, a equipe concentrará esforços na construção das galerias subterrâneas de drenagem; na segunda fase, será executado o alargamento das faixas de rolamento; e na fase final, será aplicada a camada asfáltica definitiva em CBUQ acompanhada da sinalização vertical, horizontal e implantação da sinalização semafórica inteligente.
Fechamento
A execução das obras de reordenamento viário em Campo Grande e a expansão da infraestrutura em municípios do interior consolidam a estratégia de investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul no desenvolvimento sustentável e na modernização da malha viária. Ao aliar planejamento urbano, drenagem pluvial e acessibilidade, o Estado garante que o crescimento econômico venha acompanhado de qualidade de vida real e mobilidade eficiente para todos os cidadãos.





