As forças de segurança do Estado de Roraima, atuando de forma integrada com a Polícia Federal e fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realizaram uma nova ofensiva contra a logística de abastecimento de garimpos clandestinos que operam no interior do estado. A operação focou no bloqueio de pistas de pouso não autorizadas e na destruição de estoques de combustível de aviação em áreas próximas à terra indígena Yanomami.
A estratégia busca inviabilizar o voo de aeronaves que levam mantimentos, motores e geradores para os acampamentos localizados em áreas isoladas da floresta amazônica.
Recursos e Bens Destruídos nas Áreas de Garimpo
| Tipo de Bem Logístico Destruído | Quantidade Retirada de Uso | Impacto Operacional no Garimpo |
|---|---|---|
| Pistas de Pouso Clandestinas | 3 pistas interditadas | Bloqueia chegada de novas aeronaves |
| Combustível de Aviação Apreendido | 4.800 litros de querosene | Reduz autonomia de voo na região |
| Motores de Sucção de Cascalho | 8 motores de grande porte | Interrompe lavagem de minério nos rios |
| Antenas de Internet via Satélite | 4 kits de comunicação | Corta comunicações das equipes de campo |
A Polícia Militar de Roraima forneceu suporte de segurança tática terrestre e escolta para os técnicos ambientais que realizaram a inutilização mecânica dos motores e geradores encontrados nas clareiras abertas na floresta.
Impactos Ambientais e Sociais da Atividade Clandestina
A mineração ilegal de ouro e cassiterita em Roraima provoca a contaminação por mercúrio dos rios locais, inviabilizando a pesca tradicional e provocando problemas crônicos de saúde nas aldeias indígenas locais. O assoreamento dos leitos de água altera o ecossistema fluvial, espantando peixes e provocando erosões severas nas margens.
O estrangulamento da cadeia logística do garimpo é apontado pelos analistas de segurança como a tática de menor risco físico e maior impacto financeiro contra os financiadores dos garimpos, que costumam residir em grandes centros urbanos distantes das áreas de conflito.
Continuidade do Bloqueio Aéreo e Terrestre
As forças integradas anunciaram que manterão as bases móveis de fiscalização em estradas vicinais que dão acesso aos portos fluviais de Roraima. O monitoramento aéreo da região será reforçado com o uso de drones militares equipados com visão térmica, permitindo a identificação rápida de novas clareiras e pistas operando clandestinamente sob a copa das árvores.
