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Vander Loubet confirma pré-candidatura ao Senado e divide PT-MS em 2026

Deputado federal pelo PT-MS oficializa intenção de disputar o Senado em 2026. A candidatura divide o partido, que negocia alianças com o Centrão para ampliar palanque de Lula no estado.

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Por Redação Bastidor Público
Publicado em 25 de abril de 2026 às 00:00
Campo Grande7 min de leitura
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Vander Loubet confirma pré-candidatura ao Senado e divide PT-MS em 2026

Vander Loubet Confirma Pré-Candidatura ao Senado e Abre Crise no PT-MS

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) confirmou nesta sexta-feira, 25 de abril, sua pré-candidatura ao Senado Federal em outubro de 2026, por meio de carta aberta divulgada nas redes sociais. A decisão encerra meses de especulação e abre um debate interno sobre a viabilidade da candidatura.

A carta, intitulada "Carta ao Povo de Mato Grosso do Sul", é categórica: "Não me aposentarei da política. Sigo firme, com a missão de representar os trabalhadores e defender o projeto do presidente Lula no Senado."

Deputado federal Vander Loubet (PT-MS) confirma pré-candidatura ao Senado por MS em 2026

O Que Aconteceu

Vander Loubet cita três motivações na carta: garantir voto pró-governo Lula no Senado de MS (atualmente dominado por adversários do presidente), defender servidores e trabalhadores, e responder à demanda de militantes em 38 municípios.

A confirmação cria um tabuleiro complexo no PT-MS. O partido negocia coligações com MDB, PSD e Solidariedade — partidos que têm interesse próprio ou de aliados na vaga do Senado.

Contexto

O senador Nelsinho Trad (PSD), titular da vaga, ainda não se pronunciou sobre sua candidatura. Outros pré-candidatos mapeados pelo Bastidor Público:

  • Beto Pereira (PSDB) — deputado federal
  • Gerson Claro (PP) — presidente da ALEMS
  • Paulo Duarte (PT) — possível disputa interna com Vander
  • Soraya Thronicke (PSB)

Impacto na Gestão Pública

Aspecto Dado
Vaga em disputa Turno de Nelsinho Trad
Mandato do vencedor 8 anos (2027-2034)
Votos de Vander em 2022 31.847
Aprovação Lula em MS ~38%
PT sem senador eleito em MS desde 2002

O Que Dizem as Partes

A Executiva do PT-MS divulgou nota cautelosa: "respeita a decisão do companheiro Vander" mas lembrou que "a definição das candidaturas será feita em convenção, considerando o cenário de alianças".

O PT nacional afirmou que "a candidatura será analisada no contexto das estratégias estaduais para 2026".

O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB) respondeu com ironia: "O PT pode lançar quem quiser. MS não elege senador petista há 24 anos."

Análise do Bastidor Público

O apurou o Bastidor Público que há tensão interna: uma ala ligada à CUT e movimentos sociais preferiria que Vander disputasse a reeleição à Câmara Federal — onde tem mais chances — e o PT apoiasse candidato de aliança para o Senado.

A decisão definitiva sairá na convenção partidária de julho. Até lá, Vander vai construir pré-campanha para pressionar o diretório nacional.

Histórico do PT em Eleições Majoritárias em MS

O PT tem histórico de dificuldade em eleições majoritárias em Mato Grosso do Sul. O último senador eleito pelo partido foi Delcídio do Amaral em 2002, que posteriormente foi cassado em 2016 por envolvimento na Lava-Jato. Desde então, o estigma da cassação tem sido usado sistematicamente por adversários para desqualificar candidaturas petistas ao Senado no estado.

Nas eleições de 2018, o candidato do PT ao Senado obteve apenas 14% dos votos válidos, ficando em quarto lugar. Em 2022, o partido não lançou candidato próprio ao Senado por MS, optando por apoiar Soraya Thronicke — que acabou migrando de partido. Essa decisão gerou ressentimento na base, que agora apoia Vander como forma de "resgatar protagonismo".

Para o governador, a candidatura do PT ao Senado tem efeito ambíguo: por um lado, pode dividir votos da oposição ao governo Riedel; por outro, a polarização Lula x Bolsonaro no Senado pode mobilizar eleitores de direita e favorecer candidatos governistas.

Perfil do Eleitorado Sul-Mato-Grossense

Mato Grosso do Sul tem um eleitorado predominantemente conservador em termos de costumes e liberal em economia. O estado votou em Bolsonaro nas duas últimas eleições presidenciais (2018 e 2022), com margens superiores a 15 pontos percentuais. A aprovação de Lula no estado gira em torno de 32-38%, abaixo da média nacional.

No entanto, o eleitorado de MS tem uma particularidade: em disputas regionais, tende a votar por critérios pragmáticos — capacidade de "entregar obras" e trazer recursos federais — mais do que por alinhamento ideológico. Isso explica por que o PSD e o PP, partidos que transitam entre governo e oposição, dominam a política local.

Para Vander, o desafio é converter a aprovação regional do PT — concentrada em centros urbanos como Campo Grande e Dourados — em voto majoritário, o que exige penetração no interior e no eleitorado rural, onde o partido historicamente tem menos presença.

Cenário de Alianças

A composição de alianças para o Senado está diretamente ligada à disputa pelo governo estadual. O PT negocia com MDB e PSB uma frente de oposição a Riedel, mas esses partidos também têm pretensões próprias ou de aliados para a vaga do Senado.

Se Vander mantiver a candidatura, o PT terá dificuldade de ceder espaço na chapa majoritária para aliados — o que pode isolar o partido e reduzir seu palanque. Por outro lado, a candidatura ao Senado garante ao PT tempo de TV e visibilidade que seriam importantes para reforçar a imagem de Lula no estado.


Fontes: Correio do Estado · Carta de Vander Loubet · PT-MS (nota oficial)

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Fonte: Correio do Estado
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