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Pesquisa aponta cenário fragmentado para eleições 2026 em MS

Levantamento mostra eleitorado dividido e alta rejeição à classe política. Nenhum pré-candidato ao governo ultrapassa 25% das intenções de voto.

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Por Redação Bastidor Público
Publicado em 7 de abril de 2026 às 00:00
Campo Grande7 min de leitura
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Urna eletrônica em seção de votação — Foto: Ilustração editorial
Urna eletrônica em seção de votação — Foto: Ilustração editorial

Pesquisa revela eleitorado dividido e insatisfeito em MS

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Regional entre 28 de março e 4 de abril de 2026 mostra cenário fragmentado para as eleições estaduais. Nenhum pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul ultrapassa 25% das intenções de voto, e a rejeição à classe política atinge níveis recordes.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em 15 municípios, com margem de erro de 2,8 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é MS-00123/2026.

Intenções de voto para governador (estimulada)

Pré-candidato Partido Intenção de voto Rejeição
Eduardo Riedel PSDB 24% 28%
Marquinhos Trad — 18% 32%
Rose Modesto União Brasil 15% 22%
Beto Pereira PSDB 12% 18%
Outros — 8% —
Branco/Nulo — 12% —
Não sabe — 11% —

O governador Eduardo Riedel lidera, mas com margem apertada. A indefinição de Marquinhos Trad sobre disputar o governo ou o Senado mantém o cenário instável.

Avaliação do governo Riedel

Avaliação Percentual
Ótimo/Bom 32%
Regular 38%
Ruim/Péssimo 26%
Não sabe 4%

A avaliação positiva de 32% é inferior à média de governadores em fim de primeiro mandato (42%, segundo levantamento nacional). A percepção de "regular" predomina, indicando eleitorado que não reprova, mas também não aprova com entusiasmo.

Rejeição à classe política

A pesquisa incluiu pergunta sobre confiança nas instituições:

Instituição Confia Não confia
Forças Armadas 58% 34%
Judiciário 41% 52%
Governo Federal 35% 58%
Governo Estadual 38% 54%
Assembleia Legislativa 22% 68%
Câmara dos Deputados 18% 74%
Partidos políticos 12% 82%

A desconfiança nos partidos (82%) e no Congresso (74%) reflete tendência nacional. O eleitor sul-mato-grossense acompanha o sentimento de descrédito com a política tradicional.

Principais preocupações do eleitor

Tema Muito preocupado
Saúde 78%
Segurança 72%
Emprego 65%
Educação 58%
Corrupção 54%
Meio ambiente 42%

Saúde e segurança lideram as preocupações, padrão que se repete em pesquisas nacionais. O tema ambiental, relevante em MS por causa do Pantanal, aparece em sexto lugar.

Perfil do eleitorado sul-mato-grossense

A pesquisa traça o perfil demográfico dos eleitores de MS:

Característica Percentual
Mulheres 52%
Homens 48%
16 a 24 anos 15%
25 a 44 anos 38%
45 a 59 anos 28%
60 anos ou mais 19%
Ensino fundamental 32%
Ensino médio 42%
Ensino superior 26%

O eleitorado é majoritariamente feminino, de meia-idade e com escolaridade média. Esse perfil tende a valorizar propostas concretas em saúde e segurança, mais do que discursos ideológicos.

Comparativo com eleições anteriores

A fragmentação atual contrasta com eleições passadas:

Eleição Líder nas pesquisas (abril) Resultado final
2014 Reinaldo Azambuja (42%) Eleito (55%)
2018 Reinaldo Azambuja (48%) Reeleito (52%)
2022 Eduardo Riedel (38%) Eleito (56%)
2026 Eduardo Riedel (24%) ?

A queda de 14 pontos percentuais entre 2022 e 2026 nas pesquisas de abril é significativa. Riedel enfrenta cenário mais competitivo que seus antecessores no mesmo período.

Possíveis cenários de segundo turno

A pesquisa simulou cenários de segundo turno:

Cenário Candidato A Candidato B Resultado
1 Riedel (PSDB) Trad 48% x 42%
2 Riedel (PSDB) Rose Modesto 52% x 38%
3 Trad Rose Modesto 45% x 44%

Riedel venceria Trad por margem apertada e Rose Modesto com folga. Um eventual segundo turno entre Trad e Rose seria o mais disputado, com empate técnico.

Voto por região

A distribuição geográfica do voto mostra diferenças regionais:

Região Riedel Trad Rose Outros
Campo Grande 22% 24% 18% 36%
Dourados e região 28% 15% 12% 45%
Fronteira 25% 12% 20% 43%
Pantanal 32% 10% 8% 50%
Bolsão 20% 22% 15% 43%

Riedel tem melhor desempenho no interior, especialmente no Pantanal e região de Dourados. Trad lidera em Campo Grande, sua base eleitoral. A alta porcentagem de "outros" em todas as regiões confirma a fragmentação.

Impacto no Bolso do Cidadão

  • Custo das eleições: MS gastará cerca de R$ 180 milhões com o processo eleitoral em 2026
  • Fundo Eleitoral: Partidos receberão R$ 4,9 bilhões nacionalmente para campanhas
  • Propaganda: Eleitor será exposto a milhares de inserções de TV, rádio e internet
  • Decisão: O voto definirá quem administrará orçamento de R$ 22 bilhões (orçamento estadual 2026)

Análise do Bastidor Público

O cenário fragmentado é sintoma de crise de representação. Nenhum nome consegue agregar mais de um quarto do eleitorado, e a soma de brancos, nulos e indecisos (23%) supera qualquer candidato individualmente.

Riedel tem a vantagem da máquina, mas a avaliação mediana do governo limita seu potencial de crescimento. A estratégia de se apresentar como gestor técnico, distante da política tradicional, encontra resistência em um eleitorado que cobra mais presença e carisma.

Marquinhos Trad é incógnita. Ex-prefeito de Campo Grande com alta rejeição na capital, tenta se reinventar como alternativa ao governismo. A indefinição sobre qual cargo disputar prejudica sua consolidação.

Rose Modesto e Beto Pereira disputam o mesmo eleitorado de centro-direita. A fragmentação beneficia Riedel, que pode vencer no primeiro turno se a oposição não se unificar.

O dado mais preocupante é a rejeição aos partidos (82%). Indica eleitorado disponível para candidaturas antissistema, fenômeno que já produziu surpresas em eleições recentes no Brasil.

Próximos Passos

  • Convenções: Partidos definirão candidaturas entre 20 de julho e 5 de agosto
  • Campanha: Início oficial em 16 de agosto
  • Primeiro turno: 4 de outubro de 2026
  • Segundo turno: 25 de outubro (se necessário)

Perguntas Frequentes

A pesquisa pode mudar até a eleição?

Sim. Pesquisas capturam o momento. Eventos, alianças e campanhas podem alterar significativamente o cenário nos próximos meses.

Por que a rejeição é importante?

Candidato com alta rejeição tem "teto" de votos. Mesmo que cresça, parte do eleitorado não votará nele em hipótese alguma. Isso limita chances em segundo turno.

Quem financia as pesquisas?

Esta pesquisa foi financiada pelo próprio instituto, com fins de divulgação jornalística. Pesquisas encomendadas por partidos ou candidatos devem declarar o contratante no registro do TSE.


Fontes: Instituto de Pesquisa Regional — Registro TSE MS-00123/2026

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Fonte: Instituto de Pesquisa Regional — Registro TSE MS-00123/2026
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Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.