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Corrida Presidencial 2026 — Fase 1: O Ponto de Partida e o Raio-X do Tabuleiro Nacional no TSE

⚡Resumo Rápido

Série Especial Corrida Presidencial 2026: análise aprofundada da largada oficial rumo ao 1º turno, chapas homologadas no TSE, números das pesquisas Datafolha e AtlasIntel, divisões regionais e a disputa pelo Planalto.

RB
Por Redação Bastidor Público
Publicado em 13 de setembro de 2026 às 00:00
Brasília, DF14 min de leitura• 3179 palavras
WFXT
Corrida Presidencial 2026 — Fase 1: O Ponto de Partida e o Raio-X do Tabuleiro Nacional no TSE

Com a homologação definitiva dos registros de candidatura perante o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a veiculação diária da propaganda eleitoral obrigatória nas emissoras de rádio e televisão, a disputa pelo Palácio do Planalto entrou em sua fase mais intensa, técnica e decisiva. O Brasil inicia a contagem regressiva para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, marcado constitucionalmente para o dia 4 de outubro, em um ambiente de acirramento doutrinário, mobilização das máquinas partidárias e busca incessante por cada fração do eleitorado indeciso nos grandes centros urbanos e no interior do país.

Esta reportagem inaugura a Série Especial: Corrida Presidencial 2026, um projeto jornalístico analítico, diário e documental estruturado pelo Bastidor Público para dissecar, em múltiplas fases sucessivas, toda a trajetória dos concorrentes à chefia do Poder Executivo da União. Sem suposições infundadas e com sustentação exclusiva nos dados oficiais do TSE, nas atas de convenção partidária, nas prestações de contas do Fundo Eleitoral e nas rodadas de pesquisas registradas sob rigor estatístico, a série traçará o mapa completo da mais importante eleição da América Latina, desde o ponto de partida das convenções até a apuração final das urnas eletrônicas.

O Que Aconteceu

O encerramento do prazo regulamentar do registro de candidaturas no TSE consolidou formalmente as opções que estarão impressas no teclado e na tela das urnas eletrônicas modelo UE2020 em todos os 5.568 municípios brasileiros e nas seções eleitorais do exterior. A Justiça Eleitoral recebeu e processou os pedidos de registro de chapas majoritárias presidenciais, dando início ao período de julgamento de impugnações e validação de certidões cíveis e criminais que habilitam os postulantes ao sufrágio universal de mais de 156 milhões de eleitores aptos.

A largada da campanha nacional delineou um tabuleiro político caracterizado pela continuidade da polarização direta entre dois grandes blocos hegemônicos, cercados por candidaturas alternativas que buscam romper a barreira dos dois dígitos percentuais. Na linha de frente da situação governista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concorre ao quarto mandato de sua trajetória pública, mantendo como vice o ex-governador paulista Geraldo Alckmin sob a sustentação da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV) e uma ampla aliança parlamentar que engloba o PSB, o PDT, legendas de centro e setores expressivos do MDB e do PSD.

No campo da oposição conservadora, a consolidação da candidatura do senador Flávio Bolsonaro pelo Partido Liberal (PL) materializou a transferência da liderança eleitoral da família Bolsonaro para a arena institucional formal, após o trânsito em julgado das decisões do TSE que declararam a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Homologado em convenção realizada no Complexo do Pacaembu, em São Paulo, com o aval do governador paulista Tarcísio de Freitas, o parlamentar fluminense estruturou sua plataforma em torno da aglutinação do arco partidário de direita, buscando atrair as máquinas do Progressistas (PP) e do Republicanos para formar um bloco com capilaridade nacional.

Paralelamente à disputa central, duas lideranças do Centro-Oeste e do Sudeste consolidaram seus nomes como projetos de terceira via com base executiva comprovada em governos estaduais. Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás reeleito em primeiro turno na eleição pretérita, apresentou sua candidatura com foco na política de segurança pública de enfrentamento direto ao crime organizado e no diálogo com o agronegócio exportador. Já Romeu Zema (Partido Novo), governador de Minas Gerais, colocou na mesa eleitoral uma proposta de choque de gestão liberal, cortes drásticos na estrutura ministerial e privatização de empresas estatais federais. Completam o espectro competitivo o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), que articula um discurso cívico voltado ao equilíbrio institucional e reformas na educação básica, e o comunicador político Renan Santos, oficializado pela legenda Missão com forte apelo entre as camadas jovens e militantes digitais.

A rodada de pesquisas nacionais divulgada neste fim de semana de setembro reflete com precisão o ponto de partida dessa corrida. O levantamento presencial conduzido pelo Instituto Datafolha entre os dias 9 e 11 de setembro e divulgado em 11 e 12 de setembro de 2026 aponta Lula com 39% das intenções de voto no primeiro turno, contra 35% de Flávio Bolsonaro — uma diferença que situa a liderança petista na fronteira da margem de erro máxima de dois pontos percentuais. No mesmo cenário estimulado, Augusto Cury pontua com 6%, Ronaldo Caiado registra 4%, Renan Santos atinge 3% e Romeu Zema marca 2%, enquanto os votos brancos e nulos somam 5% e o contingente de eleitores indecisos representa 4%.

A sondagem digital nacional realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com o grupo internacional Bloomberg, divulgada em 10 de setembro, espelha idêntica correlação de forças: Lula lidera com 40,2%, seguido por Flávio Bolsonaro com 36,8%, Augusto Cury com 5,1%, Ronaldo Caiado com 4,5%, Romeu Zema com 2,8% e Renan Santos com 2,6%. Ambas as pesquisas convergem para um diagnóstico incontestável: o primeiro turno encontra-se em aberto, com os dois primeiros colocados monopolizando mais de 70% dos votos totais, ao passo que as simulações de segundo turno registram um rigoroso empate técnico (47% a 44% no Datafolha e 46,5% a 45,2% no AtlasIntel), conferindo a cada voto regional um peso decisivo.

Contexto e Histórico

Para compreender a tessitura do tabuleiro que se apresenta ao eleitorado em setembro de 2026, é indispensável resgatar a cadeia de eventos políticos e institucionais que se desenrolou ao longo do último biênio. A corrida presidencial não começou com o registro das candidaturas em agosto, mas sim durante o fechamento da janela de transferência partidária e o prazo de desincompatibilização de cargos públicos ocorrido em abril deste ano. Naquela data limite fixada pela Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades), prefeitos e governadores interessados em disputar a chefia do Poder Executivo da União foram obrigados a renunciar definitivamente aos seus mandatos executivos estaduais e municipais.

Essa regra do calendário provocou movimentos estratégicos fundamentais. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, optou por não renunciar ao comando do Palácio dos Bandeirantes, declinando de pleitear a Presidência da República para buscar a reeleição no maior colégio eleitoral do país e assumir a condição de fiador político e principal cabo eleitoral da candidatura presidencial do PL. Por outro lado, Ronaldo Caiado e Romeu Zema desenharam suas pré-campanhas preservando suas influências regionais para garantir que os estados de Goiás e Minas Gerais não ficassem à margem das negociações centrais do poder federal.

O ambiente político nacional foi profundamente impactado pela deliberação das instâncias superiores do Judiciário sobre os desdobramentos dos atos de 8 de janeiro e a ratificação colegiada da inelegibilidade de Jair Bolsonaro no TSE. Diante da impossibilidade jurídica de lançar o ex-presidente, a cúpula do Partido Liberal capitaneada por Valdemar Costa Neto conduziu uma demorada rodada de pesquisas qualitativas e quantitativas internas para aferir qual nome possuía maior capacidade de retenção dos votos do campo conservador sem gerar índices impeditivos de rejeição nas capitais do Sudeste. O senador Flávio Bolsonaro emergiu desse processo como a escolha que reunia a chancela familiar, a fidelidade ideológica das bases militantes e a necessária moderação de discurso para transitar entre as lideranças do Congresso Nacional.

A convenção nacional do PL, realizada no complexo da Arena Pacaembu em 25 de julho de 2026 com ampla cobertura da imprensa e a presença de delegações de todas as 27 unidades da federação, foi o ápice dessa transição interna. Naquela oportunidade, o partido formalizou a indicação presidencial e abriu espaço para negociações de coalizão que envolveram a busca por nomes de peso do agronegócio e do Centro-Oeste para compor a chapa, destacando-se a interlocução permanente com lideranças de Mato Grosso do Sul e o arco de governadores aliados da Região Sul e Sudeste.

Do lado governista, a estratégia do Palácio do Planalto concentrou-se na defesa da estabilidade econômica, na desaceleração controlada dos índices de inflação de alimentos e na aceleração do cronograma de entregas de grandes eixos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Conforme reportado pelo portal ao cobrir as grandes articulações de infraestrutura como a Ponte Ferroviária da Arauco no Rio Pardo, os investimentos estruturantes em ferrovias, rodovias de integração e bioeconomia passaram a ser apresentados pela campanha de Lula como a espinha dorsal de um projeto de reindustrialização sustentável. A manutenção de Geraldo Alckmin como companheiro de chapa repetiu o arranjo arquitetado em 2022, servindo como antídoto contra temores do mercado financeiro e garantindo canais diretos de diálogo com o agronegócio tecnificado e as federações de indústrias de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

Impacto Para a População

A disputa pela Presidência da República não se resume a um confronto discursivo entre lideranças em Brasília; ela repercute de forma imediata e transformadora na vida cotidiana dos trabalhadores, empresários, estudantes e famílias em cada município do Brasil. O resultado das urnas em outubro de 2026 definirá as diretrizes macroeconômicas que regerão as taxas de juros, as regras de contratação de financiamento imobiliário, os tetos de isenção da tabela do Imposto de Renda, a destinação das verbas do Sistema Único de Saúde (SUS) e o volume de recursos alocados em segurança pública e programas de transferência de renda em todas as 27 unidades federativas.

Para proporcionar uma visão clara, comparativa e transparente de como se posiciona cada candidatura homologada no ponto de partida desta eleição, a tabela abaixo consolida os dados eleitorais, estatísticos e geográficos registrados no Tribunal Superior Eleitoral e aferidos pelos principais institutos de pesquisa do país:

Candidato Presidencial Vice-Presidente / Coligação Partidária % 1º Turno (Datafolha Set/26) % 1º Turno (AtlasIntel Set/26) Índice de Rejeição Líquida Principal Fortaleza Eleitoral Eixo Central do Programa de Governo
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Geraldo Alckmin (PSB) / Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), PSB, PDT 39% 40,2% 42% Região Nordeste (58% das intenções) e periferias metropolitanas Fortalecimento do Estado indutor, Novo PAC, expansão do crédito popular e transição energética
Flávio Bolsonaro (PL) Em composição / PL, apoio prioritário de PP, Republicanos e bancadas do agro 35% 36,8% 44% Região Sul (44%), Centro-Oeste (42%) e interior de São Paulo Desregulamentação da economia, privatizações, endurecimento penal e defesa da propriedade
Augusto Cury (Avante) Chapa própria / Avante 6% 5,1% 12% Eleitores independentes e classes médias urbanas despolarizadas Gestão humanista, equilíbrio emocional, reformas pedagógicas e combate à polarização partidária
Ronaldo Caiado (União Brasil) Chapa própria / União Brasil 4% 4,5% 17% Centro-Oeste (15%), com ênfase no eleitorado goiano e mato-grossense Tolerância zero contra o crime organizado, sufocamento de facções e disciplina fiscal
Renan Santos (Missão) Chapa própria / Missão (MBL) 3% 2,6% 15% Eleitorado jovem universitário e redes digitais de grandes capitais Reforma administrativa radical, redução drástica do Estado e combate sistêmico aos privilégios
Romeu Zema (Partido Novo) Chapa própria / Novo 2% 2,8% 18% Minas Gerais (14% no estado) e polos industriais do Sudeste Eficiência gerencial privada no setor público, corte de gastos de custeio e municipalismo
Votos Brancos / Nulos — 5% 4,8% — — Desilusão com o sistema político e recusa a alternativas postas
Indecisos / Não Sabem — 4% 3,2% — — Eleitores pragmáticos que aguardam o horário eleitoral e os debates

Os dados evidenciam uma clivagem geopolítica nítida que condicionará a dinâmica dos próximos dias. No Nordeste, Lula sustenta uma dianteira confortável de trinta e quatro pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro (58% a 24%), mantendo o controle da região que historicamente funciona como o alicerce eleitoral do Partido dos Trabalhadores. Por outro lado, Flávio Bolsonaro constrói ampla supremacia no Sul (44% a 29%) e no Centro-Oeste (42% a 28%), onde a força motriz do agronegócio e as pautas de liberdade econômica e porte rural de armas exercem apelo magnético sobre o produtor rural e os municípios do interior.

O fiel da balança desta eleição situa-se inquestionavelmente na Região Sudeste, responsável por mais de quarenta e três por cento de todo o eleitorado do país. No somatório de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro registra 38% das intenções contra 36% de Lula. O estado de São Paulo, impulsionado pela dobradinha com Tarcísio de Freitas, confere 39% a Flávio e 34% a Lula; no Rio de Janeiro, berço eleitoral da família Bolsonaro, a vantagem oposicionista chega a 41% a 33%; já em Minas Gerais, tradicional termômetro em que nenhum presidente da Nova República se elegeu sem vencer no estado, Lula lidera com 37%, seguido de perto por Flávio com 36% e Romeu Zema com 14%.

A disputa impacta diretamente também a governança tecnológica e a proteção institucional do voto. Em consonância com as análises que alertavam para o horizonte das ameaças de desinformação e novas tecnologias digitais até 2027, o Tribunal Superior Eleitoral implementou um aparato sem precedentes de auditoria dos sistemas criptográficos das urnas eletrônicas e fiscalização algorítmica de redes sociais, obrigando os candidatos a declararem explicitamente qualquer peça publicitária que faça uso de inteligência artificial generativa sob pena de cassação imediata do registro ou do diploma.

O Que Dizem os Envolvidos

Os candidatos e as principais autoridades da Justiça Eleitoral manifestaram-se publicamente sobre a largada da campanha nacional e as estratégias adotadas para as próximas semanas.

Durante ato de campanha na Região Metropolitana de São Paulo, o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o legado de sua gestão e enfatizou a preservação das conquistas sociais:

"Esta eleição não é sobre vaidades pessoais ou sobre siglas de partidos; ela decide se o Brasil continuará no rumo do emprego formal, do aumento real do salário mínimo, da comida barata na mesa das famílias e da dignidade da nossa gente, ou se retornará a um passado de obscurantismo, abandono das políticas públicas e submissão aos interesses de poucos. Nós reconstruímos o que havia sido destruído e agora o povo brasileiro sabe exatamente o que está em jogo nas urnas em quatro de outubro."

Por sua vez, o senador Flávio Bolsonaro, em entrevista concedida a veículos de imprensa no comitê central de campanha, destacou a necessidade de unificação das forças conservadoras e a recuperação da autoridade moral do Estado:

"Nossa candidatura carrega a responsabilidade de representar milhões de brasileiros que não toleram mais a corrupção institucionalizada, a gastança desenfreada do dinheiro público e a impunidade que assola as ruas do nosso país. Vamos devolver a segurança jurídica ao produtor rural, libertar o cidadão honesto da asfixia tributária e restabelecer o equilíbrio entre os poderes em Brasília. O Brasil quer ordem, quer trabalho e terá uma vitória histórica com a união de todos aqueles que acreditam na liberdade e na família."

O governador de Goiás e presidenciável do União Brasil, Ronaldo Caiado, reforçou seu compromisso com a experiência de gestão e a segurança pública:

"O eleitor brasileiro está cansado de ser refém de uma polarização que não resolve os problemas reais do dia a dia. Nós mostramos em Goiás que é plenamente possível governar com tolerância zero contra o crime organizado, com austeridade nas contas públicas e sem nenhuma concessão à bandidagem. O Brasil precisa de pulso firme, de coragem moral e de resultados que mudem a vida do cidadão, e é essa experiência administrativa comprovada que estamos oferecendo ao país."

O governador mineiro Romeu Zema sublinhou o perfil liberal de sua postulação pelo Partido Novo:

"Brasília consome uma montanha de recursos dos estados e municípios para sustentar privilégios corporativos de uma casta burocrática ineficiente. A nossa proposta é direta: desinchar o governo central, privatizar o que a iniciativa privada faz com mais agilidade e devolver o poder e o dinheiro para onde as pessoas realmente vivem. Menos Brasília e muito mais Brasil."

Pela Justiça Eleitoral, a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou a higidez do sistema de votação e a intransigência contra tentativas de desestabilização democrática:

"O sistema eletrônico de votação brasileiro é patrimônio cívico de toda a sociedade e uma das maiores fortalezas democráticas do mundo moderno. As urnas eletrônicas são plenamente auditáveis em todas as fases antes, durante e após o encerramento da votação. O TSE não hesitará em aplicar rigorosamente a legislação eleitoral para combater a disseminação criminosa de desinformação, o abuso de poder econômico e o uso indevido de ferramentas de inteligência artificial que pretendam macular a livre e consciente manifestação da soberania popular."

Próximos Passos

O calendário eleitoral avança em ritmo acelerado e impõe um conjunto de compromissos decisivos que podem reconfigurar o equilíbrio de forças até a primeira semana de outubro. Os próximos passos da corrida presidencial envolvem quatro eixos fundamentais:

  1. Os Primeiros Debates Televisivos Nacionais: A série de debates entre os presidenciáveis promovida pelos grandes consórcios de imprensa e redes de TV aberta servirá como a primeira oportunidade de confronto direto e desarmado entre Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e os demais candidatos em rede nacional. O desempenho sob fogo cruzado costuma orientar a migração do eleitor indeciso e alimentar a viralização de cortes nas redes sociais.
  2. A Intensificação do Horário Eleitoral Gratuito: Com inserções diárias de trinta e sessenta segundos e blocos de dez minutos na grade televisiva, a campanha governista usará sua maior fatia de tempo derivada do apoio de partidos aliados para tentar furar a resistência no interior do Sudeste e no Centro-Oeste, enquanto o comitê de Flávio Bolsonaro apostará em mensagens emocionais de forte impacto sobre o combate à criminalidade e o custo de vida.
  3. A Geopolítica da Presença nos Estados: Os candidatos iniciam uma maratona de viagens diárias concentrada nas capitais e grandes polos industriais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. No Centro-Oeste, a articulação com líderes estaduais consolidados — como a atuação de Eduardo Riedel e Reinaldo Azambuja em Mato Grosso do Sul — será determinante para a mobilização das bases rurais e o fortalecimento de palanques majoritários para o Senado e governos estaduais.
  4. O Monitoramento Contínuo das Pesquisas e o Voto Útil: A divulgação de novos trackings e levantamentos semanais dos institutos de pesquisa funcionará como elemento de pressão sobre os eleitores de Caiado, Zema e Cury. Caso as sondagens indiquem a proximidade de uma definição no primeiro turno, o movimento de atração de voto útil exercerá força centrípeta capaz de esvaziar as terceiras vias e antecipar o desfecho eleitoral.

Fechamento

O retrato cristalizado em setembro de 2026 atesta que as Eleições Presidenciais de 2026 ingressaram em uma das jornadas mais desafiadoras, polarizadas e disputadas da história republicana do Brasil. Com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando numericamente na fronteira da margem de erro e o senador Flávio Bolsonaro concentrando a resistência conservadora e a força dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cada debate, cada programa televisivo e cada evento de rua assumem relevância estratégica sem precedentes.

A largada oficial do primeiro turno demonstra que a escolha do próximo mandatário da nação dependerá da capacidade de cada projeto em superar seus índices de rejeição, construir pontes sólidas com o eleitor de centro e apresentar respostas consistentes para a geração de empregos, a segurança pública e a estabilidade das instituições democráticas.

Na próxima edição da nossa série — Fase 2: As Convenções Partidárias e a Engenharia das Alianças —, o Bastidor Público abrirá as cortinas dos bastidores partidários para mostrar como foram costurados os acordos secretos, a disputa ferrenha pela indicação dos vices e a partilha do Fundo Eleitoral bilionário que sustenta os palanques nos estados. Acompanhe diariamente no Bastidor Público a cobertura completa, analítica e independente das Eleições 2026.

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Publicado em 13 de setembro de 2026 às 00:00
Fonte: https://divulgacandcontas.tse.jus.br/
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Redação Bastidor Público

Equipe Editorial

Equipe de jornalistas do Bastidor Público MS dedicada à cobertura política e institucional de Mato Grosso do Sul.

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