A Prefeitura Municipal de Campo Grande oficializou a assinatura da ordem de serviço para o início imediato da segunda etapa de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro Jardim Santa Emília e nos Residenciais Aquarius I e II. O investimento financeiro alocado para esta fase do projeto é de R$ 17,36 milhões, integrando as ações prioritárias do programa municipal "Vira CG Infraestrutura". Com a mobilização dos maquinários e das equipes de engenharia em campo a partir desta segunda-feira (28 de setembro de 2026), a intervenção urbana abrange 29 ruas estratégicas da Região Urbana do Lagoa, solucionando problemas históricos de erosão, alagamentos residenciais e poeira intensa.
Somada à primeira etapa do loteamento — que conta com orçamento previsto de R$ 9,58 milhões em trâmites operacionais —, o aporte financeiro total destinado à reestruturação viária do complexo Santa Emília e Aquarius chega a R$ 26,94 milhões. O cronograma executivo estipulado em contrato estabelece o prazo de 360 dias corridos para a conclusão integral dos trabalhos de terraplanagem, drenagem profunda, sub-base, base, capa asfáltica em concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), meio-fio e sinalização viária vertical e horizontal.
O Que Aconteceu
Nesta segunda-feira (28 de setembro de 2026), as frentes de trabalho da empreiteira contratada iniciaram a instalação do canteiro de obras e a marcação topográfica das primeiras vias contempladas no Jardim Santa Emília e no Residencial Aquarius. A ordem de serviço autoriza o início da escavação para a implantação de redes tubulares subterrâneas de captação de águas da chuva, elemento considerado indispensável para impedir que as enxurradas destruam a nova camada asfáltica durante o período chuvoso.
As intervenções urbanísticas vão beneficiar diretamente 29 logradouros públicos, incluindo artérias de tráfego denso como as ruas Felipe S. Nogueira, Lígia, Japim, Abdon, Barbalha, Barbedo, Acreúna, Gazela, Lamego, Coronel Adauto Barbosa e Acrísio Pinto Corrêa. De acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a execução do projeto foi dividida em trechos operacionais para minimizar o impacto na circulação diária dos moradores e no trajeto do transporte coletivo urbano.
O projeto de pavimentação do Santa Emília e Aquarius é reivindicado há mais de duas décadas pela comunidade local. Historicamente, os moradores enfrentavam grandes poças de lama no inverno e tempestades de poeira nos meses de seca, situação que prejudicava a saúde respiratória de crianças e idosos e encarecia a manutenção da frota de veículos públicos e privados.
Com os R$ 17,36 milhões assegurados para a etapa 2, a prefeitura garante que 100% das vias mapeadas no loteamento receberão infraestrutura completa. Além da drenagem e do asfalto, o contrato prevê a construção de calçadas com acessibilidade e rampas nas esquinas, cumprindo as normas técnicas de mobilidade urbana vigentes.
Contexto e Histórico
A expansão habitacional do Jardim Santa Emília e dos Residenciais Aquarius I e II ocorreu de forma acelerada no início dos anos 2000, acompanhando o crescimento populacional da Região Urbana do Lagoa em Campo Grande. No entanto, o parcelamento do solo na época não foi acompanhado da implantação prévia da rede de drenagem pluvial e do asfaltamento, deixando milhares de famílias dependentes de vias de terra batida sem escoamento adequado.
Ao longo dos anos, a ausência de infraestrutura viária transformou a região em um gargalo para a gestão municipal. Em períodos de chuvas intensas, as enxurradas desciam da parte alta do bairro com forte vazão, abrindo voçorocas, invadindo residências e danificando a infraestrutura de água e esgoto instalada. Em matérias anteriores sobre o planejamento viário da capital, como o panorama de recursos para drenagem urbana e recuperação asfáltica em Campo Grande, apontou-se que a falta de drenagem profunda era a principal causa de destruição do pavimento antigo em diversos pontos da cidade.
Em 2024 e 2025, a administração municipal elaborou os estudos topográficos e os projetos executivos de engenharia para captar recursos e incluir o bairro nos pacotes de financiamento do programa Vira CG. O projeto foi fatiado em duas etapas para otimizar os fluxos de licitação e execução orçamentária.
A liberação da Ordem de Serviço da etapa 2 em setembro de 2026 consolida o compromisso orçamentário assumido com os moradores. As obras somam-se a outros grandes investimentos viários na capital sul-mato-grossense, alinhando-se com os planos detalhados na reportagem sobre a aplicação de R$ 350 milhões em asfalto e infraestrutura viária municipal.
Impacto Para a População
A chegada da pavimentação asfáltica e da rede de drenagem pluvial ao Santa Emília e Aquarius altera significativamente a dinâmica socioeconômica de mais de 15 mil moradores da Região do Lagoa. Sob a ótica econômica, engenheiros civis e corretores de imóveis estimam uma valorização imobiliária imediata entre 25% e 40% para os imóveis residenciais e comerciais situados nas 29 ruas contempladas.
No aspecto de saúde pública, a eliminação da poeira e da lama reduz diretamente os atendimentos em Unidades Básicas de Saúde (UBS) decorrentes de doenças respiratórias e dermatológicas. Além disso, a implantação de bocas de lobo e galerias de concreto elimina pontos de água parada, combatendo a proliferação de vetores como o mosquito Aedes aegypti.
A tabela a seguir apresenta os dados estatísticos comparativos sobre o investimento, abrangência física e impacto operacional da obra no complexo Santa Emília e Aquarius:
| Indicador Técnico e Operacional | Etapa 1 (Em Trâmite) | Etapa 2 (Em Execução) | Total Consolidado do Projeto |
|---|---|---|---|
| Investimento Financeiro | R$ 9,58 milhões | R$ 17,36 milhões | R$ 26,94 milhões |
| Número de Ruas Beneficiadas | 12 vias urbanas | 29 vias urbanas | 41 vias integradas |
| Extensão de Drenagem Pluvial | ~3,2 km de tubulação | ~6,8 km de tubulação | ~10,0 km de rede |
| Prazo Executivo de Contrato | 240 dias | 360 dias | 360 dias (concorrentes) |
| População Beneficiada Direta | ~4,5 mil moradores | ~11,5 mil moradores | ~16,0 mil moradores |
| Valorização Imobiliária Média | 20% a 30% | 25% a 40% | Até 45% acumulados |
No campo da mobilidade urbana, o novo asfaltamento facilitará o acesso de ambulâncias do SAMU, viaturas da Polícia Militar e caminhões da coleta de lixo, que antes encontravam dificuldades de tráfego em dias de tempestade. As linhas de ônibus do transporte coletivo urbano também passarão por readequação de itinerário para circular com maior pontualidade dentro do bairro.
O Que Dizem os Envolvidos
Durante a solenidade oficial de assinatura e o início dos trabalhos das máquinas no bairro, gestores públicos municipais, técnicos de engenharia e lideranças comunitárias destacaram a importância social da intervenção.
A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, enfatizou o compromisso com bairros historicamente desassistidos da periferia da capital:
"Assinar a ordem de serviço do Santa Emília e do Aquarius com as máquinas já prontas para rodar é a realização de um compromisso de respeito com essa comunidade. Estamos investindo R$ 17,36 milhões nesta segunda etapa para entregar asfalto de qualidade com drenagem profunda. Não adianta jogar asfalto sem tubulação embaixo; aqui estamos fazendo a obra completa para durar décadas e mudar a vida das famílias."
O Secretário Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Marcelo Miglioli, detalhou a complexidade técnica dos trabalhos de drenagem:
"O grande desafio do Santa Emília sempre foi o volume de água que desce nas tempestades. Por isso, a prioridade absoluta nos primeiros meses será a escavação e o assentamento dos tubos de concreto para a rede de drenagem. Somente após garantir o escoamento pluvial faremos a terraplanagem e a aplicação da massa asfáltica em CBUQ nas 29 ruas."
A presidente da Associação de Moradores do Jardim Santa Emília, Maria Aparecida dos Santos, celebrou o início efetivo das escavações:
"Foram mais de 20 anos de espera, reunião atrás de reunião e muita promessa não cumprida no passado. Ver os tubos de drenagem chegando na nossa rua e os tratores trabalhando é um alívio enorme. Chega de ver a água invadindo a casa dos vizinhos e de ter que limpar poeira todo dia dentro de casa."
Próximos Passos
Com a ordem de serviço devidamente assinada e o canteiro de obras instalado nesta segunda-feira (28), a empresa vencedora do certame licitatório concentrará os trabalhos iniciais no trecho mais baixo do bairro, onde será construído o ponto de lançamento da rede de drenagem pluvial. Esse procedimento é necessário para permitir que as tubulações secundárias das 29 ruas sejam conectadas progressivamente ao canal principal de vazão.
A Sisep e a Agetran orientam os moradores e motoristas a atentarem para as sinalizações temporárias de interdição parcial de vias. Conforme a instalação dos tubos de concreto avançar, trechos específicos das ruas Felipe S. Nogueira e Lígia passarão por bloqueios operacionais diurnos, garantindo a segurança dos pedestres e dos operários de construção civil.
Paralelamente às obras em campo, a prefeitura trabalha para finalizar os trâmites burocráticos da Etapa 1 (R$ 9,58 milhões), permitindo que todo o percurso viário do complexo receba frentes de trabalho simultâneas até o final do ano. A expectativa da fiscalização de obras é concluir mais de 50% da tubulação subterrânea antes do pico das chuvas de verão de 2026/2027.
O avanço físico das obras será auditado quinzenalmente por técnicos da Sisep e pela comissão comunitária de acompanhamento de obras. Relatórios públicos de medição serão publicados no Portal da Transparência do Município para assegurar a aplicação correta dos recursos públicos e a fidelidade ao cronograma de 360 dias.
Fechamento
A liberação de R$ 17,36 milhões e o início imediato das obras de pavimentação e drenagem no Jardim Santa Emília e Residenciais Aquarius I e II marcam um divisor de águas para a infraestrutura da Região Urbana do Lagoa. Ao aliar solução definitiva para os alagamentos com a pavimentação de 29 ruas, a Prefeitura de Campo Grande atende a uma demanda histórica de mais de duas décadas, promovendo valorização imobiliária, saúde pública e dignidade urbana.
A continuidade dos investimentos viários reforça a diretriz municipal de priorizar obras estruturantes nas periferias da capital sul-mato-grossense. O acompanhamento detalhado dessa e de outras intervenções urbanas no estado pode ser consultado na cobertura de obras de pavimentação e drenagem viária em Campo Grande, mantendo o leitor informado sobre o uso transparente dos recursos públicos e o desenvolvimento das cidades de Mato Grosso do Sul.




